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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Vícios sociais, e um pouquinho de virtude


Numa manhã de sábado, por volta das doze horas, Manoel tinha bebido quase uma garrafa de vinho, estava passando o tempo conversando com alguns amigos pelo messenger, Gostava de bebericar enquanto conversava. Já estava enjoado, parou as conversas, colocou uma música e deitou, em uma cama perto do computador. Adormeceu.

Sônia, a filha da faxineira, devia estar perto dos dezoito anos, era uma garota vaidosa pela beleza, estava neste dia com sua mãe, que estava meio doente e a pediu para ajudá-la no serviço.
Apesar de Manoel morar só, tinha muito cuidado com sua casa, e na higiene dela também, não era relapso. Sempre contratava alguém para mantê-la brilhando em limpeza e com bons odores, como gostava. Ele também era bem vaidoso neste aspecto.

Sônia viu Manoel dormindo, em uma passagem rápida pelo quarto. O computador estava ligado, tocando uma música num volume bem baixo. Lena estava almoçando. Ela chamou sua filha para fazer o mesmo. Sônia foi correndo almoçar. Pensou na cena que viu e sentiu nela a oportunidade de conversar pelo computador. Planejou o que ia fazer. Comeu tudo bem rápido. Sabia que sua mãe costumava tirar uma sonequinha ligeira após a refeição. Saiu de perto da mãe e correu para o quarto. Disse a Lena que ia até a calçada da rua, limpar.

Manoel estava num sono muito pesado, entorpecido pelovinho. Rapidinho, ela colocou seu nome e a senha no messenger, aberto na tela. Começou uma conversa com um rapaz que conhecera no domingo passado, numa praia.

- Oi, Miguel, que bom que você está aí, Estava ansiosa para falar contigo, desde ontem de noite. Estava lisa, sem grana para gastar na lan. Me diga, por quê você, não foi lá em casa ontem de noite? Esperei, muito você, viu? Tenho pouco tempo agora, para falar com você. Vamos aproveitar? - disse ela, indagando.
O cara estava em uma lan, conversando com amigas, no momento que ela o chamou.

Ela olhou para Manoel, viu que ele continuava a dormir, ligou a webcam e enviou ao rapaz, quando ele abriu, ja a viu com os seios à mostra.

Ele não perdeu tempo.

- Quero mais de você hoje amor, você esta sozinha aí?

- Estou, sozinha e pronta para momentos quentes de amor, mas tem que ser rapidinho, viu? Disse ela sorrindo.

O calor estava aumentando, ela fazia carícias em seu corpo, exibindo-o para o coleguinha do outro lado. Ele fechou todas as outras janelas de bate-papo. Sônia naquele momento era o único alvo dele. Ela esqueceu-se do tempo diante do prazer de estar encantando o cara.

Lena acordou, foi a procura da filha, queria saber onde ela havia deixado a vassoura. Estava precisando. Andou por toda a casa, O único lugar que ela poderia estar, se não tivesse saído, seria no quarto do patrão pensou. A porta estava fechada. Bateu bem forte. Não esperou que abrissem, foi entrando. Com o barulho, das batidas, Manoel acordou, ainda tonto e meio assustado. Viu Sônia à sua frente, ficou ainda mais espantado. Ela teve tempo de fechar a janela do messenger, mas não de se vestir, estava nua.

Em um ato bem rápido, sabendo que era sua mãe, virou a cadeira de frente para a cama onde estava Manoel. Vendo a filha sem roupas e um homem olhando para ela, sua mãe gritou:

-Safado!! Você vai se ferrar.

Pegou seu celular no bolso, e ligou.

Em cinco minutos a polícia chegou, eram três homens. Estavam numa ronda perto da casa de Manoel.

- Esse doido, estava fazendo safadezas com minha filha, no quarto dele, de portas fechadas - disse Lena. Prendam este cachorro.

Sônia vendo a confusão que havia criado, disse:

-Desculpem-me todos vocês, e o senhor tambêm, Seu Manoel, a culpa de toda esta loucura é minha. Este senhor, seus soldados, não tem nada haver com isto. Deixem-no em paz.

Os policiais sabiam que a garota era menor de idade. Se ela não tivesse assumido o erro, tinham dado outro desfecho àquela situação. Seria bem trágico para Manoel, que no íntimo, sem ser escandaloso,não era tão homem assim, para se meter numa situação destas. Pelo contrário, seu negõcio era outro, que gostava muito mais.

Foram embora, Lena pegou suas coisas e logo após a saída dos policiais também foi com a sua filha. Sônia, por orgulho, não contou nada, do que realmente acontecera.

Lena nunca mais voltou à casa de Manoel.

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