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quinta-feira, 1 de março de 2012

Gritos, gargalhadas e gemidos


Um acidente que observei hoje no meio da manhã fez me ver, algumas coisas, interessantes. Para dizer a verdade, estávamos de onde eu começo a contar essa estória, à caminho, Ia ser um cruzamento difícil, para todos nós;
Ìamos em um micro-onibus, alugado a uma empresa de turismo, de nossa cidade conhecer a Pedra da Boca. Éramos 18 pessoas, onze homes e sete mulheres. Rolava muito álcool, doces, azedos, amargos, de todo jeito.
Pode-se perceber pelo enredo, que o clima era de festa total, prazeres totais. Dois grupos se fizeram na viagem. Apesar de sermos todos amigos. O menor com duas moças e cinco rapazes, não ficava quieto, as pessoas que estavam comigo no outro grupo observava, muitas gargalhadas, às alturas. As meninas menos expansivas riam a meio tom. Os homens pareciam querer excita-las fazendo toda aquele barulho.
De vez em quando uma das garotas, a mais novinha e também a mais sapeca, Sílvia, dava uns gritinhos, a outra ficava meio desconfortável, notei. Eu ficava olhando, por que nós conversávamos discretamente, e tranqüilos, dava até umas pausas no papo para ver aquilo.
Pensei eu, o que será que as garotas estão sentindo? Os gritinhos pareciam ser de prazer. A outra não gostava muito, mas como eram muito amigas, ela mesmo constrangida, parava seus sorrisos, e ficava sem jeito do lado dela.
Teve um momento que a bagunça estava de um jeito tal, que não apenas eu, mas todas as pessoas do meu lado silenciou, Até Andréia tinha entrado naquela confusão. Gritava, gargalhava, e de vez em quando dava uns pulinhos. Já não sabia se no destino, eles iam estar legais, já tinham consumido muito álcool, havia se passado cinco horas de nossa partida, às cinco da manhã.
Tinha uns minutos que estava caindo uma chuva torrencial. Neste momento, mal se via o caminho. Foi quando ouvimos um barulho enorme. Um caminhão cheio de estudantes, saiu da estrada e acertou em cheio uma pedra perto. So de ver a cena e o barulho já se dava para sentir o terror dos acontecimentos.
Nossos colegas calaram-se em instantes, só pelo barulho que ouviram, pareciam ter caído em outra realidade. Nosso motorista parou para ver se podia ajudar. Eu do meu celular liguei para pedir auxílio, como não sabia ao certo a quem avisar, liguei para o 190.
Muitos gemidos e gritos de dor e susto. Não viamos ninguém desacordado, Mas quase todos estavam feridos, uns mais, outros menos. Uns poucos, apenas assustados porém engrossavam aquele coral tenebroso, que presenciávamos.
Em pouco tempo chegou o socorro, a situação foi resolvida. Continuamos a seguir nosso rumo, após este cruzamento em nossas vidas.