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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dor pela falta. Não nos dentes.


mendigo_brasil
A garotinha fria enrolada num cobertor marrom, sobre a rede em paus, dava o tom triste de uma esperança, na sua mamãe triste.
A sêca consome sonhos ainda hoje, na doença das faltas.
O resto do tudo para mim, foi ter visto uma mãe banguela, em prantos chorando um corpo, cheio de dentes novos.
O nordeste dista da Africa uma Índia, mas dos brasis está perto.
São diferentes, a "paixão" e o "sofrimento".
Não no nosso futebolesco Brasil dos estádios nacionais, cheio de negros famosos.
A negra sem seus dentes brancos chorava uma filha, solitariamente.
Os brancos com seus deuses, nem pensam nisso, nesta cena tão triste, além paixões.
A distância é do capital para o interior, dos brasileiros.
O oásis fica longe.
A dor está perto dos distantes.
Distantes de quem tá perto. Perto dos que estão longe.
Riquezas a negra não tinha.
Tinha sentimentos, apesar da secura, de sua terra.seca_africa
Ricos são secos e distantes, em capitais que abundam próximos.
Pobres estão perto e distantes das capitais ricas.
Os dentes faltantes, que eram brancos da negra, molhados de dor de lembranças, são diferenças.
Os brancos tem vermehos muitos nas bocas, entre os dentes que não tiram. Tiram deles os vermelhos abundantes que comem.
Mas os dentes abudantes, apesar dos vermelhos que comem, continuam brancos.
A mãe negra já não os tinha, apesar de faltar-lhe vermelhos.
A falta na negrinha foi do vermelho em seus branquinhos dentes, para mastigar.
A aliança que não tinha fez a mãe perder a sua negrinha.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Decisões marcantes na vida.

Retornava para casa após muitas cervejas com amigos.
Tinha ido à um bar próximo de casa de esquina, para assistir a decisão de meu time, o Flamengo.
Era a decisão do brasileiro, ele tinha que vencer,  fazia muito tempo que eu esperava, no fim ia ser só festa.
Terminou o jogo, meu time foi campeão, comemorei muito. Tomei todas e fiquei bem alto. No jogo, antes e depois foram oito cervas geladíssimas para brindar.
Quando terminei de comemorar fui sozinho para casa.
Minha filha estava sozinha, eu tinha tido dela a licença para este dia especial para mim. Combinamos tudo direitinho e ela me deu esta folga.
No caminho, já eram quase onze da noite, ao longe se aproximando vejo um vulto.
Na penumbra, bem escura da rua, na minha visão identifico uma mini-mini-saia branca, cheia de pregas.






Na minha mente, lembro de uma farda infantil, de uma escola de tempos atrás na minha vida, que umas paqueras minhas de lá usavam.
Ao se aproximar de mim, o vento faz o pior. Descortina uma cena inusitada, eu já meio com os olhos trocando, identifico algo preto por baixo.
A garota me olha firmemente nos olhos, vê onde eu estou com a atenção e me convida para uma noite agradável.
Não contei conversa e aceitei, afinal, estava doido por uma caminha, não esperava tal companhia.
Meu pai que me perdôe a irresponsabilidade.
Minha filha de manhão no café me pergunta onde eu tinha passado a noite.
Cinicamente lhe falo que após o jogo estava meio ruim de tanta cerveja que tomei e dormi na casa de um de meus amigos torcedor fanático como eu.
Ela tinha acabado de chegar, antes do café, não tinha dormido em casa também.
Me falou que esperou dar doze horas, como eu não cheguei, foi para casa de meus pais para passar a noite tranquila.
- Pai, quando for dormir fora me avisa antes. Sabe que eu detesto ficar aqui neste apartamento sozinha nessa rua escura. Liga da próxima vez, ok?
Pegou a mochila dela após o café e foi para sua aula do cursinho pré vestibular, a prova estava pertinho. Acho que ela tinha umas três semanas ainda, para realizar o seu sonho de entrar na faculdade.
Sera que eu atrapalhei ela, por culpa de meu time, e do joguinho, do fim-de-semana?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dois loucos falando um com o outro.

- Munca que mêi nós tá?
- Mêi sês danado.
- O mêi que vem é o do cachorro?
- Não dôido é o mêi oito.
- Ahh, mêi que vem, no mêi sete, num sei se vô pudê, mas se pudé, vou comprar minha proteção.
- Qual balâo?
- As galinha pra tirar as gema dos ovinho delas, o mêi todo, atrair as rapôsa e o cachorro doido não vi me buscar no outro mêi. As rapôsa cuida dêle.
- Tú pensa muito bem em tudo meu irmão, adorei tuas idéia. Coisa de louco, tua cabêça. Eu uma muié das boa, fico impressionada com você.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O diferente.

O nascimento vem pós concepção.
O homem sabe que o prazer vem da carne.
O ódio da paixão?
O amor também difere da razão.
A diferença é a consciência.
A alma não é carne.
A carne não ama.
Deseja a alma na carne, paixão.
Alma por amizade, amor.
A diferença da alma, é outra.
A paixão não exatamente ama.
O amor almeja amizade.
Paixão almeja carne quente.