Nos tempos idos de 1976, havia num bairro distante de onde moro hoje, um discotecário, desconhecido do resto da cidade, ele possuia caixas de som enormes, sistemas de iluminação, de muitas cores, luzes negras, além de um globo grande e prateado, que girava abastecido pela corrente elétrica sem tranformador, só no 220 V.
Toda festa no bairro contava com sua ajuda. A turma ia ao delírio com ele na pick up, derramando sons nos salões.
Ele alugava tudo baratinho, gostava de ver as festas, e tudo o que rolava quando sua parafernália entrava em ação.
Vieram morar na rua dele uns novatos. Viram naquele homem simples e alegre, de uns 30 anos, mais ou menos, uma chance de fazerem grana.
Ele era um cara legal, tinha técnica no manuseio de seus instrumentos, e todos curtiam muito tê-lo em seus assustados (como se chamavam as baladas).
O problema era que o cara apesar de manjar bem, de sua arte, era bobo com dinheiro.
Ganhava pouco nas festinhas, mal dava pra manter os custos para ter sempre novidades pra tocar, cuidar dos equipamentos, quando apareciam problemas neles.
Os homens moravam numa casinha de apenas um quarto, eram pessoas da noite da cidade em que moravam, vieram aventurar fazendo festas nesta, e no dito bairro.
Na primeira oportunidade de falar com o DJ, propuseram à ele uma grana para uma festa que queriam promover. Ele topou. Adorava novidades e público novo. Achou boa a proposta dos novatos. E os planos da noitada que iam fazer com ele (DJ), tendo o nosso artista carta branca em tudo.
A festa seria para mais ou menos 250 pessoas, bem folgadas no recinto, com tudo de direito.
Um galpão perto dali seria bem decorado, com coisas boas e bonitas, além de baratas, óbvio.
A imaginação seria o básico, para tornar luxuosa aquela cena noturna.
Coisas simples, mas que tornassem o ambiente psicodélico, alucinante aos olhos dos frequentadores.
Muito vermelho, azul e amarelo. Luzes neon em abundância. Gases expelidos de vez em quando, não tóxicos, claro. Banhos de espuma, para dar um toque sensual.
A noite chegou. Os vizinhos novos, prepararam uma festa inesquecível. Não estava faltando nada.
As garotas dançavam muito e bebiam. Suadas, de blusas pregadas no corpo, os caras piravam vendo elas. Enchiam-se de birita. Era um desmantelo grande.
Não tinham problemas - os organizadores e seus comandados, apesar da liberdade total dos dançantes.
De vez em quando - nosso amigo, colocava no som para tocar umas cinco músicas de sua fitoteca e caia na dança também.
As meninas as vezes o cercava, em quatro ou cinco, e dependendo do agito, até formavam uma roda, com ele no meio, ele dançava bem louco, para elas.
Os sócios organizadores ficavam olhando satisfeitos, com a grana que cobraram pela entrada, e pela animação que rolava. Foi um sucesso a primeira festa, embalada pelo novo amigo.
Já no final, perto de amanhecer o dia, pouca gente restava, no galpão, alugado.
Rolava um som maneiro e os casais dançavam coladinhos. Havia neles o cheiro de suor, de uma noite intensa. Propostas aconteciam entre os últimos da festa, para um cafezinho íntimo.
O DJ viu que os últimos que saíram, seguiram agarradinhos até seus carros, parecendo ter esperado aquela oportunidade por toda àquela noite.
Como se as experiências anteriores na noite, lhes tivessem reservado as melhores escolhas.
Os testes, por sorte ou decisão chegaram ao fim. Formaram-se casais sedentos por um local calmo e diferente, distante daquele barulho, reinante no ambiente.
Toda festa no bairro contava com sua ajuda. A turma ia ao delírio com ele na pick up, derramando sons nos salões.
Ele alugava tudo baratinho, gostava de ver as festas, e tudo o que rolava quando sua parafernália entrava em ação.
Vieram morar na rua dele uns novatos. Viram naquele homem simples e alegre, de uns 30 anos, mais ou menos, uma chance de fazerem grana.
Ele era um cara legal, tinha técnica no manuseio de seus instrumentos, e todos curtiam muito tê-lo em seus assustados (como se chamavam as baladas).
O problema era que o cara apesar de manjar bem, de sua arte, era bobo com dinheiro.
Ganhava pouco nas festinhas, mal dava pra manter os custos para ter sempre novidades pra tocar, cuidar dos equipamentos, quando apareciam problemas neles.

Os homens moravam numa casinha de apenas um quarto, eram pessoas da noite da cidade em que moravam, vieram aventurar fazendo festas nesta, e no dito bairro.
Na primeira oportunidade de falar com o DJ, propuseram à ele uma grana para uma festa que queriam promover. Ele topou. Adorava novidades e público novo. Achou boa a proposta dos novatos. E os planos da noitada que iam fazer com ele (DJ), tendo o nosso artista carta branca em tudo.
A festa seria para mais ou menos 250 pessoas, bem folgadas no recinto, com tudo de direito.
Um galpão perto dali seria bem decorado, com coisas boas e bonitas, além de baratas, óbvio.
A imaginação seria o básico, para tornar luxuosa aquela cena noturna.
Coisas simples, mas que tornassem o ambiente psicodélico, alucinante aos olhos dos frequentadores.
Muito vermelho, azul e amarelo. Luzes neon em abundância. Gases expelidos de vez em quando, não tóxicos, claro. Banhos de espuma, para dar um toque sensual.
A noite chegou. Os vizinhos novos, prepararam uma festa inesquecível. Não estava faltando nada.
As garotas dançavam muito e bebiam. Suadas, de blusas pregadas no corpo, os caras piravam vendo elas. Enchiam-se de birita. Era um desmantelo grande.
Não tinham problemas - os organizadores e seus comandados, apesar da liberdade total dos dançantes.
De vez em quando - nosso amigo, colocava no som para tocar umas cinco músicas de sua fitoteca e caia na dança também.
As meninas as vezes o cercava, em quatro ou cinco, e dependendo do agito, até formavam uma roda, com ele no meio, ele dançava bem louco, para elas.
Os sócios organizadores ficavam olhando satisfeitos, com a grana que cobraram pela entrada, e pela animação que rolava. Foi um sucesso a primeira festa, embalada pelo novo amigo.
Já no final, perto de amanhecer o dia, pouca gente restava, no galpão, alugado.
Rolava um som maneiro e os casais dançavam coladinhos. Havia neles o cheiro de suor, de uma noite intensa. Propostas aconteciam entre os últimos da festa, para um cafezinho íntimo.
O DJ viu que os últimos que saíram, seguiram agarradinhos até seus carros, parecendo ter esperado aquela oportunidade por toda àquela noite.
Como se as experiências anteriores na noite, lhes tivessem reservado as melhores escolhas.
Os testes, por sorte ou decisão chegaram ao fim. Formaram-se casais sedentos por um local calmo e diferente, distante daquele barulho, reinante no ambiente.
Os que se foram antes, talvez pela ânsia de namorar, não experimentaram tanto quanto estes últimos, que restaram.
Quem se deu melhor pós-embalo é um mistério. Mas os últimos com certeza experimentaram mais, o agito, dançando, bebendo, paquerando, curtindo.
Para o tocador, isto parecia o melhor. Depois da exibição dos "bailantes", mostrando seus dotes no balanço das músicas, uns para os outros, em um frênesi sensual. Ele parecia os ver, em seus momentos íntimos, pós-festa, se tocando a sós, talvez ouvindo outros sons, mais românticos.
Ele experimentava as reações nos ouvintes, durante as festas, postas com todo gosto e cuidado em seu som, para alimentá-los, transmitindo desejos eróticos neles. Era como que com a sua música e luzes, enviasse um fogo para arder nos casais. Esse era seu maior prazer, nas noites, em que trabalhava.
Sete horas da manhã, estava nosso amigo DJ, sozinho no seu quarto, contando a grana que recebeu da festa, e fazendo planos para usá-la.
De vez em quando, apareciam como que diante dele, no teto escuro sobre sua cama, janelas e portas fechadas, os cheiros, corpos, perfumes, e gostos da galera. Cenas de uma noite que apontava para outras.
Quem se deu melhor pós-embalo é um mistério. Mas os últimos com certeza experimentaram mais, o agito, dançando, bebendo, paquerando, curtindo.
Para o tocador, isto parecia o melhor. Depois da exibição dos "bailantes", mostrando seus dotes no balanço das músicas, uns para os outros, em um frênesi sensual. Ele parecia os ver, em seus momentos íntimos, pós-festa, se tocando a sós, talvez ouvindo outros sons, mais românticos.
Ele experimentava as reações nos ouvintes, durante as festas, postas com todo gosto e cuidado em seu som, para alimentá-los, transmitindo desejos eróticos neles. Era como que com a sua música e luzes, enviasse um fogo para arder nos casais. Esse era seu maior prazer, nas noites, em que trabalhava.
Sete horas da manhã, estava nosso amigo DJ, sozinho no seu quarto, contando a grana que recebeu da festa, e fazendo planos para usá-la.
De vez em quando, apareciam como que diante dele, no teto escuro sobre sua cama, janelas e portas fechadas, os cheiros, corpos, perfumes, e gostos da galera. Cenas de uma noite que apontava para outras.
