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terça-feira, 6 de abril de 2010

De um português sobre uma certa mania nacional do “além mar”.

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- José você tem mania de olhar para trás, porém presta àtenção amigo. Quem muito olha para trás, só vê bumbum, e fica triste a pensar: “já fui bom nisso!”.
- Estás certo nisso Manoel, mas, fique certo de uma coisa, dos catinguentos eu nunca gostei – respondeu José orgulhoso de sua mania.
E ficaram juntos a meditar.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sou ou não sou? O próximo “perfeito”.



Em quem você votou na última eleição, em Ricardo, Lula, Sarney,...?
Você se lembra?
Vendeu teu voto?
A aplicação foi ruim?
Teu lote de terra política azedeou? 
Tua cidade diminuiu? 
Tuas leis pioraram?
Eu vou me candidatar na próxima.Tenho que me redimir, de meu voto falho.
Mas estou com um problema grave, fiquei tão puto que rasguei o meu título de eleitor.
Será que ainda dá tempo de eu colocar em dia minhas obrigações?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Um ato, dois atos.

pensar não é dificil sabe?
difícil é imaginar o não pensar…

Teses em Ditados.

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Tem mulher que diz contando vantagens, que prende o homem dela pelo estómago.
Acho que sou feliz por não me enquadrar na tese destas, por quê eu prefiro a mulher do que meu estómago ou o daquelas.
Acho melhor uma mulher bem bonita do que um grande e recheado bolo de chocolate.

terça-feira, 2 de março de 2010

Ordem x desordem.



Lutar pela ordem, não quer dizer exatamente exercer o poder.
O poder pode ser o da desordem, nesta situação ou noutra.
Cansado da ordem elitizada.
A desordem arrota seus fumos, e grita fumaças de guerra.
A merda que existe de um lado, quer estar do outro.
A ordem e a desordem discordam.
O poder, não.
Ele reside, não mora.
Moradia da ordem, não mora na desordem.
Mora no poder.
O popular sabe disso muito bem, o ordeiro nega, para ser simpático.
Casa de desordem, fica longe, ou se põe longe.
Uma prostituta que ninguém quer, essa desordem.
Nem o desordeiro.
O poder sabe disso muito bem.
O prazer não.
Moram em mim as duas coisas, que eu nego nas horas certas. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sonoros… sons diante do nada.

Marcas deixadas no chão.
Pisadas sob pés distam do instante.
Ontem foi um dia longo.
A manhã trouxe novos ventos.
A maçã deixada no caminho.
A pedra ficou lavada.
O doido andou só.
A estátua emudeceu.
No ouvido um pingo do tempo.
A cola secou sem tom.
O vento que era bom.
Se foi.
Como as pegadas.
sopro

Muito pequena é a alma da Senhora que só vê pó(s).

Um homem passava por um caminho longíquo. Tinha nele um jardim no meio.
Uma mulher no meio das flores queria o pó delas.
Ele a viu.
- Não pense no pó das flores, pobre coitada, a cor das flores é mais bonita, admire-as – disse o homem.
- É no pó delas que eu sinto prazer – disse a mulher.
- Então esqueça. Da flor tira-se mel, do pó delas, outras coisas. As abelhas sugam por prazer, cheia de venenos. E os transormam. Você não consegue fazer o que elas fazem. Não insista. -  ele retrucou.
- Meu filho , você não sabe com quem fala, não tenho o veneno das abelhas, tenho o veneno dos homens. É do pó delas mesmo que quero, não insista mais comigo - disse a velha cheia de energia, e encerrou o papo.
Foi-se o homem embora, sem voltar seus olhos para o jardim.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Um desfecho muito louco hoje, pós enorme susto.

Dizer que a pulseira era falsa, não foi o suficiente para conter o ladrão na rua.
1209412494489_bigPhoto_0Aquele pedaço de rua no meu bairro era conhecido pelos muitos assaltos, eu sabia, mas apostei na sorte.
Me dei mal.
O homem me pediu a bolsa após colocar a faca nos meus peitos. Me tremia toda, mas fiquei sem a menor reação, não podia nem devia fazer nada.
Quando ele saiu numa moto em disparada, sai feito uma louca numa correria sem fim, até ficar exausta. Com medo de perseguição dele ou de outro.
Uns três quarteirões à frente recolho minha bolsa no chão, ele não acreditou e levou minha pulseira de metal, banhada a ouro, com pedras falsas também.
Chegando em casa vou ao banheiro, tomar um banho para me livrar so suor e do calor, além do mal estar experimentado uma hora antes.
Quando saio, nem ponho a toalha, me deparo com o marginal apontando-me um revólver dentro de minha casa.
Ele estava com outra roupa, mas continuava de capuz e com o rosto coberto.
Vi minha pulseira em seu braço num relance.
Ele tinha arrombado e entrado, estava a minha espera.
Havia pego meu endereço nos meus papéis dentro da bolsa que ele jogou fora.
Minha amiga tinha saido para pagar umas contas no banco e ia pegar dinheiro para mim, pensei nisso e naquele homem comigo quando ela voltasse.
Ele me drogou e me jogou em cima da cama ainda sem roupas.
Não demorou e eu escutei os gritos de Silvia dentro de casa, ele meteu uma coronhada nela e ela silenciou.
Levou meus quatro mil reais de um empréstimo que eu tinha feito e estava na minha conta, que Sílvia trazia para mim.
Quando ele se foi, jogou fora um papel com meu endereço e eu corri para ver silvinha.
Vi desesperada minha amiga sangrando desmaiada, acordei-a e em seguida chamei a polícia, que não tinha pistas nenhuma naquele momento do bandido.
Mais tarde ao sair para comprar o pão, depois da confusão, vejo o namorado de minha amiga na padaria, ele estava de mangas compridas, veio falar comigo.
Quando apertou minha mão a manga subiu um pouco, reconheci minha pulseira em seu braço, em detalhes.
Será que ele tinha algo haver com tudo que aconteceu conosco hoje de tarde? – pensei.
Voltei para contar a minha amiga o que vi, quando voltei da padaria.

O toque do silêncio.

Meu celular toca, interrompo a oração assustada, atendo ainda dentro da igreja.
Do outro lado meu primo informa que minha mãe foi levada as pressas para um hospital de emergência.
Estava orando por ela no momento da chamada, o pastor disse-me que ela estava precisando, estava numa situação muito difícil. Disse-me que ela precisava de muito apoio espiritual.
Antes, de manhã logo cedo havia levado-a de táxi a sua última sessão de quimio e rádio, mas, o médico já desanimado com a falta de progresso, desiludia-nos. Ela não sabia de nada, ainda tinha esperanças. Não ouviu quando o médico nos falou sobre seu estado de saúde.
No hospital, já quase de noite, vejo-a dar o último suspiro, segurando a mão de meu pai. Do lado da cama eu a toco, ela expira e se descontrai, com se estivesse caindo em um profundo sono.
sozinha
- Minha filha ela ouviu eu contando ao Ronaldo do que o médico havia dito. Não aguentou conviver com a dor sem esperanças, e fez isso para se aliviar do sofrimento, não achei a melhor saída, mas ela procurou sua própria eutanásia. Disse-me meu pai.
De madrugada, nós três no apartamento, ainda sofrendo pela morte, após o sepultamento, conversávamos sobre como ia ser nossas vidas daqui para frente.
Meu casamento com Ronaldo está marcado, para o fim do mês, meu pai vai ter que ficar sozinho no apartamento, dávamos forças para ele suportar o início de sua vida sem mamãe.
Fui ao quarto dela, arrumar os seus objetos. Em cima da cabeceira estava o livro que ela estava lendo nos últimos meses, de mitologia pagã. Falava sobre Persépolis, Thânatos e Hades, o outro mundo, o da “morte”.
Joguei-o no lixo do banheiro, e voltei a sala para enfrentarmos uma outra vida. A vida após o sentimento da perda pela morte.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dor pela falta. Não nos dentes.


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A garotinha fria enrolada num cobertor marrom, sobre a rede em paus, dava o tom triste de uma esperança, na sua mamãe triste.
A sêca consome sonhos ainda hoje, na doença das faltas.
O resto do tudo para mim, foi ter visto uma mãe banguela, em prantos chorando um corpo, cheio de dentes novos.
O nordeste dista da Africa uma Índia, mas dos brasis está perto.
São diferentes, a "paixão" e o "sofrimento".
Não no nosso futebolesco Brasil dos estádios nacionais, cheio de negros famosos.
A negra sem seus dentes brancos chorava uma filha, solitariamente.
Os brancos com seus deuses, nem pensam nisso, nesta cena tão triste, além paixões.
A distância é do capital para o interior, dos brasileiros.
O oásis fica longe.
A dor está perto dos distantes.
Distantes de quem tá perto. Perto dos que estão longe.
Riquezas a negra não tinha.
Tinha sentimentos, apesar da secura, de sua terra.seca_africa
Ricos são secos e distantes, em capitais que abundam próximos.
Pobres estão perto e distantes das capitais ricas.
Os dentes faltantes, que eram brancos da negra, molhados de dor de lembranças, são diferenças.
Os brancos tem vermehos muitos nas bocas, entre os dentes que não tiram. Tiram deles os vermelhos abundantes que comem.
Mas os dentes abudantes, apesar dos vermelhos que comem, continuam brancos.
A mãe negra já não os tinha, apesar de faltar-lhe vermelhos.
A falta na negrinha foi do vermelho em seus branquinhos dentes, para mastigar.
A aliança que não tinha fez a mãe perder a sua negrinha.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Decisões marcantes na vida.

Retornava para casa após muitas cervejas com amigos.
Tinha ido à um bar próximo de casa de esquina, para assistir a decisão de meu time, o Flamengo.
Era a decisão do brasileiro, ele tinha que vencer,  fazia muito tempo que eu esperava, no fim ia ser só festa.
Terminou o jogo, meu time foi campeão, comemorei muito. Tomei todas e fiquei bem alto. No jogo, antes e depois foram oito cervas geladíssimas para brindar.
Quando terminei de comemorar fui sozinho para casa.
Minha filha estava sozinha, eu tinha tido dela a licença para este dia especial para mim. Combinamos tudo direitinho e ela me deu esta folga.
No caminho, já eram quase onze da noite, ao longe se aproximando vejo um vulto.
Na penumbra, bem escura da rua, na minha visão identifico uma mini-mini-saia branca, cheia de pregas.






Na minha mente, lembro de uma farda infantil, de uma escola de tempos atrás na minha vida, que umas paqueras minhas de lá usavam.
Ao se aproximar de mim, o vento faz o pior. Descortina uma cena inusitada, eu já meio com os olhos trocando, identifico algo preto por baixo.
A garota me olha firmemente nos olhos, vê onde eu estou com a atenção e me convida para uma noite agradável.
Não contei conversa e aceitei, afinal, estava doido por uma caminha, não esperava tal companhia.
Meu pai que me perdôe a irresponsabilidade.
Minha filha de manhão no café me pergunta onde eu tinha passado a noite.
Cinicamente lhe falo que após o jogo estava meio ruim de tanta cerveja que tomei e dormi na casa de um de meus amigos torcedor fanático como eu.
Ela tinha acabado de chegar, antes do café, não tinha dormido em casa também.
Me falou que esperou dar doze horas, como eu não cheguei, foi para casa de meus pais para passar a noite tranquila.
- Pai, quando for dormir fora me avisa antes. Sabe que eu detesto ficar aqui neste apartamento sozinha nessa rua escura. Liga da próxima vez, ok?
Pegou a mochila dela após o café e foi para sua aula do cursinho pré vestibular, a prova estava pertinho. Acho que ela tinha umas três semanas ainda, para realizar o seu sonho de entrar na faculdade.
Sera que eu atrapalhei ela, por culpa de meu time, e do joguinho, do fim-de-semana?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dois loucos falando um com o outro.

- Munca que mêi nós tá?
- Mêi sês danado.
- O mêi que vem é o do cachorro?
- Não dôido é o mêi oito.
- Ahh, mêi que vem, no mêi sete, num sei se vô pudê, mas se pudé, vou comprar minha proteção.
- Qual balâo?
- As galinha pra tirar as gema dos ovinho delas, o mêi todo, atrair as rapôsa e o cachorro doido não vi me buscar no outro mêi. As rapôsa cuida dêle.
- Tú pensa muito bem em tudo meu irmão, adorei tuas idéia. Coisa de louco, tua cabêça. Eu uma muié das boa, fico impressionada com você.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O diferente.

O nascimento vem pós concepção.
O homem sabe que o prazer vem da carne.
O ódio da paixão?
O amor também difere da razão.
A diferença é a consciência.
A alma não é carne.
A carne não ama.
Deseja a alma na carne, paixão.
Alma por amizade, amor.
A diferença da alma, é outra.
A paixão não exatamente ama.
O amor almeja amizade.
Paixão almeja carne quente.