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sábado, 9 de maio de 2009

Uma flor na memória.

Rafael fazia faculdade de filosofia, estava à dois anos de concluir seu curso.
Conheceu uma aluna legal, Rafaela, ficou louco por ela.
Rafael ficava toda a semana ansioso pela chegada da noite de sexta-feira. Depois da aula, ia sempre à casa de Rafaela, aproveitar um dvd bem legal junto dela, comendo pizza e tomando refrigerantes.
Eles ficaram um tempo juntos, mas se separaram, foram so três meses de intensidade.
O rapaz após o fim do relacionamento caiu em desespero, começou à cair na noite, aproveitando tudo o que ele achava que era bom.
Numa dessas suas escapadas, ao atravessar uma rua, foi atacado, roubaram-lhe a
carteira, eram dois meninos.
Os pirralhos eram bem pequenos.
Rafael ia comprar baseados para passar uma noite com uma mulher bem massuda que conheceu.
Ele estava ansiosíssimo para comprar os cigarros, pelos dois motivos.
Sentiu a falta do que aquilo ia fazer para ele e não contou conversa, correu doido atrás dos garotos.
Pegou o que estava com a carteira e o derrubou no chão. O outro menino fugiu numa carreira.
O garoto tirou uma faca, Rafael conseguiu tomar da mão dele e esfaqueou-lhe. O pirralho morreu.

Um cara que passava de moto devagar viu a cena, conhecia o garoto, freiou e avançou em Rafael.
O cara era bem forte, segurou ele. O amigo do cara desceu e pelo celular chamou a polícia.
Ao chegarem os policiais ouviram a estória dos dois, que entregaram Rafael a eles, junto com a faca ensaguentada.
- Esse homem é louco - disse o homem, deve ser um neo-nazista e ter raiva de pivetes. Pegou esse garoto que você vê aí sem vida, e o esfaqueou sem razão nenhuma - falou para o policial gritando.
- Isso é mentira, eles estão querendo me prejudicar - disse desesperado Rafael.
Rafael não sabia que os caras conheciam o garoto, e muito menos a polícia.
Levaram Rafael para a delegacia, que foi à julgamento e depois condenado.
Passou muitos anos preso. Perdeu o resto do gôsto que tinha pela vida. Sua única companhia era a lembrança do romance que teve com a sua dôce Rafaela.

Amigos, nada mais.

Peguei meu barco e fui à uma ilha perto de casa, era mais de meia-noite já, tinha levado comigo uma garrafa de bebida, e alguns camarões.
Deitei na areia, era uma noite linda de lua.
Via o brilho da cidade longe, luzes acesas, em ruas, casas, edifícios. Fiquei olhando aquilo, e entendi o que estava ali fazendo, fugindo.
Tirei um cochilo sem querer após uns copos, quando acordei, não vi mais o barco na praia.

Fiquei assustado, aquele lugar estava à uns três quilometros da cidade.
Não tinha mais
o que fazer, pensei. Não era muito bom de nado.
Tinha comido os camarões todos, ainda restava a bebida.
Já era perto de três horas, longe ainda de nascer o dia.
Bebi mais um pouco, cai no sono.
Acordei com uns gemidos perto de mim. Mas, como estava um pouco longe as duas pessoas não notaram.
Vi que eram dois caras, chegaram num barco à remo. Dava para ver na penumbra.
Estavam transando e fumando um baseado, pareciam estar curtindo bastante.
Não me viram, eu estava por trás de uma pequena elevação na areia.
Pensei se podia confiar neles, e pedir para me levarem de volta à cidade.
Levantei e fui ao encontro deles, tomaram um susto de ter sido pegos nus e transando.
- Ei cara o que você está fazendo aqui? - Perguntaram.
- Meu barco foi levado pela maré, fiquei só nessa ilhota.
- Nossa! Quer jogar nosso joguinho?
- Não sou chegado, amigos, mas podem continuar, só quero voltar pois já está perto de amanhecer, e se perder a carona com vocês, não sei se terei uma chance dessa outra vez. - Eu disse.
Eles continuaram bem à vontade comigo por perto, e eu ficava olhando a troca de carícias e as tragadas dos dois.
Eu tinha adormecido já meio bêbado.
- Vamo nessa colega já amanheceu, acabou nossa brincadeira, vamos voltar à realidade.
Chegamos na cidade, e nos encontramos muitas vezes depois daquela noite, ficamos amigos, os caras só brincavam quando estavam longe. Na cidade não. Nossa comida e bebida predileta era camarão, regado a vinho branco.