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quarta-feira, 18 de março de 2015

Vapor de Touros.

O barco enche as velas e navega distante. 
Deixa atrás uma cidade linda. 
Minha amada ficou passada. 
A praia longe ficando fina.

O vapor acelerando, uma estória longa. 
Outra navegante entrando no barco. 
Vejo a esperada no outro ponto.
Uma natureza se aproxima. 
Coqueiros ao vento. Praia nova agigantando.

Desço. Uma navegante entra. 
Olho vendo uma nova despedida, 
de uma cidade, encanto.

Ela me dá adeus, eu a ela. 
Seu nome não lembro, porém conheço bem aquele olhar.
Distanciando ...

Entro na cidade, deixo o mar.

Ouço uma voz distante, se aproximando de mim. 
Me falando gostoso, que me vê ali.

Entendo o que ela fala, e não sorri.
O marido longe, 
ela ali.
Dois dias fiquei, sem estar no mar.

O vapor convida a nova estória, 
desencontros novamente, 
terei.


Meio-dia em Natal

Sinto a brisa na praia
Uma praia deserta me chama
Não clamo esta vereda
Sinto uma brisa longe

Um dia estive lá
Na praia avistada
Era meio-dia
Tinha lua

Uma vaga semelhança 
As brisas
As luas
A que estou agora

Piso distante
Vejo calor na areia
Minha esposa, a nova
Uma praia nova
Nova inteira

Uma janela na praia de Lucena

Do mar da noite vinha, a brisa suave em Lucena.
Abro a janela contemplo a alegria da noite
Sinto o abraço de Lucena em mim
A praia aparecendo brilhante amarelada
Pescadores mulatos recolhendo redes secas do dia
Um semblante especial me repreende
Eu espelhado inquieto ja janela, na paisagem

Meus olhos estão cansados do sol
Meu rosto vermelho do sol
Minha boca rachada do sol

Fecho as paisagens, entro
Esfria a paisagem, a fecho
Minha janela descortina de noite
Tempo quente de sol
Sinto a brisa
Enxugando meu suor
Via o pescador só
Sem a rede que guardava na praia
A mesma paisagem da janela

Acordo e saio do quente lençol 
Clareio a paisagem
De noite de pescador
Em paisagens de Lucena
Uma praia 
Noite e dia
Passadas