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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O Retorno Saturnal, esperado.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Estrela coberta de lâmpadas
Vinha em meu carro voltando do trabalho pela Epitácio, quando de repente passa um burro na minha frente. O animal vinha em disparada, na altura do Bairro dos Estados.
Para não bater no infeliz do animal desviei dele, estava concentrado na visão do danado e não vi um mendigo, na beira da calçada, foi de cheio no capeta que iria me prejudicar mais tarde. O burro escapou.
A sorte que pelo freio que dei, o carro já estava quase todo em desaceleraração.
O cara caiu e apenas se arranhou.
Mas enfezado da vida, pegou uma pedra e danou no para-brisa, tentando me atingir.
Quando o viu quebrado, partiu para cima, eu sai em disparada, sem nem querer saber.
Chego em casa, assustado ainda.
Vou ao banheiro, e tomo um banho demorado, para relaxar.
Já são por volta de sete horas da noite. Ponho meu pijama e vou a mesa jantar.
Ouço a campanhia tocando.
Vou até a porta e recebo toda nervosa uma delegada. Veio pela denúncia de transeuntes, que prestaram apoio ao cidadão, após o acidente, o mendigo estava todo nervoso do lado dela. Esbravejava para que ela tomasse uma atitude.
Meio tonto pela confusão, mostro o carro na garagem, com o para-brisa quebrado. E explico todo o acontecimento do início da noite.
Não deu certo, ela falou que eu não tinha testemunhas e estava errado. O mendigo tinha várias.
Vejam bem por causa de um burro, para não o matar, fui indiciado.
O mendigo está na mesma região. Sempre quando passo lá penso se não devia ter acertado aquele animal, no meio da rua. Enquanto olho o cara do mesmo jeito, na mesma situação, mas que me prejudicou, por um susto.

sábado, 14 de fevereiro de 2009
Atrás das grades, no inferno.
Boa noite amigos e amigas, sou Renato, um pobre coitado relatando um triste acontecimento aqui deitado nesta cama fria, em uma cela cheia de gente perigosa.
Como devem saber, vou falar de forma direta sobre uma puta ( = culpa ) que carrego comigo há muito tempo.
Eu era cercado de amigo(a)s, vivia de bar em bar na minha cidade com vários companheiros, aproveitando o bom da vida.
Não bebia, aproveitava as baladas sóbrio. Numa dessas noites, meus amigos ainda não tinham chegado, eu inventei de dar uma volta entre as mesas, para paquerar. Acendi meu cigarro enquanto andava.
Ao passar por uma loira muito bonita, olhei para ela e ela me pediu um cigarro. Dei-lhe um e acendi.
Um cara apareceu de repente, bem nervoso e disse que eu saisse de perto da garota, e não ficasse cantando ela. Contei o que tinha acontecido. Ele me chamou de mentiroso e me esmurroui. Surgiram muitos amigos dele, de repente.
Esmurrei o safado. Todos seus companheiros de farra ficaram enfurecidos. Descontrolados e drogados ou bêbados pegaram pesado. Eu todo machucado, já não tinha reação.
De repente, vi um revólver dentro da calça de um deles. Peguei-o, o cara partiu pra cima, para recuperar. Atirei na cabeça dele. Caiu sangrando e se batendo no chão.
O infeliz que foi defender a mulher, viu o amigo morto e veio para cima. Outro tiro certeiro desta vez no peito. Já era o cara, deve ter atingido o coração.
Fui julgado e condenado a mais de trinta anos de detenção. Por ter me defendido dos arruaceiros.
Para terminar esta é a puta que eu pago há mais de dez anos nesta cela. Deve-se a na época eu ter um único vício, o cigarro.
Aliás tinha outro, o convívio com a sociedade resplandencente e brilhante de minha linda cidade. Compartilhava com todos as diversões e lazeres noturnos abundantes na minha juventude.
Há poucos anos a infeliz, que não teve nada haver com a brutalidade dos doidos, me visitou e lamentou tudo o que ocorreu. Numa única vez vi sinceridade nela e resolvi esquecer aquela noite triste.
