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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Retorno Saturnal, esperado.

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Um diamante conserva segredos enormes, uma lembrança de um período de sonhos. De poder.
Mas, nem sempre se pode conservá-lo para sempre.
Este é o valor implícito (da jóia), pelo seu brilho, sua rigidez. Simbolo da eternidade material. Da riqueza.
Um feudo, dá poder de adquirir uma jóia destas à um príncipe. Uma ´preciosidade exige bastante recursos. O ápice do poder, dá o prazer deste tipo de posse.
Um vassalo no pé do muro encherga o seu suserano se alimentar do seu suor. A beleza da sua vida (de agricultor) constitui-se do proveito básico. Ele remete seus dízimos obrigatórios, como se comprasse com eles o direito à sua existência física. De alimentos na sua casa.
O que planta em seu lote, alimenta sua mulher e seus filhos, e, algumas vezes agregados. Mas não pode deixar faltar o salário do proprietário das terras. Um aluguel para perto e necessário.
O ponto distante (o nobre) espera tributos, do dono das terras (o suserano), do arrendante (o que planta e colhe), chegam os dízimos ao proprietário. O reino está feito assim.
As realizações para cada um são de forma diferente. O homem que planta, pensa na comida que põe e tira. O proprietário no que recebe, sobra e dá. O príncipe no que recebe e gasta (comprando). O reino nada pensa, sua carne e matéria se compõe destas coisas e ações. O resto é o resto.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Estrela coberta de lâmpadas

Nossa que dia!!! Tudo errado.
Vinha em meu carro voltando do trabalho pela Epitácio, quando de repente passa um burro na minha frente. O animal vinha em disparada, na altura do Bairro dos Estados.
Para não bater no infeliz do animal desviei dele, estava concentrado na visão do danado e não vi um mendigo, na beira da calçada, foi de cheio no capeta que iria me prejudicar mais tarde. O burro escapou.
A sorte que pelo freio que dei, o carro já estava quase todo em desaceleraração.
O cara caiu e apenas se arranhou.
Mas enfezado da vida, pegou uma pedra e danou no para-brisa, tentando me atingir.
Quando o viu quebrado, partiu para cima, eu sai em disparada, sem nem querer saber.
Chego em casa, assustado ainda.
Vou ao banheiro, e tomo um banho demorado, para relaxar.
Já são por volta de sete horas da noite. Ponho meu pijama e vou a mesa jantar.
Ouço a campanhia tocando.
Vou até a porta e recebo toda nervosa uma delegada. Veio pela denúncia de transeuntes, que prestaram apoio ao cidadão, após o acidente, o mendigo estava todo nervoso do lado dela. Esbravejava para que ela tomasse uma atitude.
Meio tonto pela confusão, mostro o carro na garagem, com o para-brisa quebrado. E explico todo o acontecimento do início da noite.
Não deu certo, ela falou que eu não tinha testemunhas e estava errado. O mendigo tinha várias.
Vejam bem por causa de um burro, para não o matar, fui indiciado.
O mendigo está na mesma região. Sempre quando passo lá penso
se não devia ter acertado aquele animal, no meio da rua. Enquanto olho o cara do mesmo jeito, na mesma situação, mas que me prejudicou, por um susto.



sábado, 14 de fevereiro de 2009

Atrás das grades, no inferno.

Boa noite amigos e amigas, sou Renato, um pobre coitado relatando um triste acontecimento aqui deitado nesta cama fria, em uma cela cheia de gente perigosa.

Como devem saber, vou falar de forma direta sobre uma puta ( = culpa ) que carrego comigo há muito tempo.

Eu era cercado de amigo(a)s, vivia de bar em bar na minha cidade com vários companheiros, aproveitando o bom da vida.

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Não bebia, aproveitava as baladas sóbrio. Numa dessas noites, meus amigos ainda não tinham chegado, eu inventei de dar uma volta entre as mesas, para paquerar. Acendi meu cigarro enquanto andava.

Ao passar por uma loira muito bonita, olhei para ela e ela me pediu um cigarro. Dei-lhe um e acendi.

Um cara apareceu de repente, bem nervoso e disse que eu saisse de perto da garota, e não ficasse cantando ela. Contei o que tinha acontecido. Ele me chamou de mentiroso e me esmurroui. Surgiram muitos amigos dele, de repente.

Esmurrei o safado. Todos seus companheiros de farra ficaram enfurecidos. Descontrolados e drogados ou bêbados pegaram pesado. Eu todo machucado, já não tinha reação.

De repente, vi um revólver dentro da calça de um deles. Peguei-o, o cara partiu pra cima, para recuperar. Atirei na cabeça dele. Caiu sangrando e se batendo no chão.

O infeliz que foi defender a mulher, viu o amigo morto e veio para cima. Outro tiro certeiro desta vez no peito. Já era o cara, deve ter atingido o coração.

Fui julgado e condenado a mais de trinta anos de detenção. Por ter me defendido dos arruaceiros.

Para terminar esta é a puta que eu pago há mais de dez anos nesta cela. Deve-se a na época eu ter um único vício, o cigarro.456

Aliás tinha outro, o convívio com a sociedade resplandencente e brilhante de minha linda cidade. Compartilhava com todos as diversões e lazeres noturnos abundantes na minha juventude.

Há poucos anos a infeliz, que não teve nada haver com a brutalidade dos doidos, me visitou e lamentou tudo o que ocorreu. Numa única vez vi sinceridade nela e resolvi esquecer aquela noite triste.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

LOMBRA

Estávamos sentados eu, e duas amigas numa esquina perto de casa, quando passou à nossa frente, uma mulher bem perfumada, cheirava à perfume barato, tinha o corpo todo à mostra, bem pouquinha roupa.
Adriana, que era meio piradinha não resistiu e soltou-lhe uma piada quando ela estava passando:
- O que a senhora vai fazer ein? Está arrasando.
- Namorar, respondeu a estranha, e lhe soprou um beijo, desdenhando – se foi.
Adriana olho para Lucélia me ignorando.
- O que tu acha que ela vai fazer Lú?
- Tu sabe Dri, você também né Lê?
- Sei, claro – respondi.
- Vai pescar uns siris dourados na praia, cheirando a papel verde.
Aí, começou uma conversa quente entre nós. Sobre noite e prazeres. Concordamos em tudo, não havia dúvida sobre aquela a missão, da gatona, falamos em todas as possibilidades daquela noite para a dita cuja.
Cheguei em casa, depois de deixar as minhas amigas em suas residências, e fui dormir. Pensei sobre as aventuras da noite, da gata em questão, e do nosso papo de mais de uma hora. Do prazer da nossa conversa, comentando de tudo, sem limites.
Lembrei do cheiro doce e barato, sapato alto (mininíssima saia), top finíssimo, boa toda a garota. As meninas do meu lado imaginando coisas e falando demais.
Acordei quase ao meio dia na manhã seguinte, depois de muitos sonhos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

No mínimo, nada.

Hoje pela manhã, uma menina bateu na porta da rua da casa de Cícero. A menina parecia ter menos de doze anos. Disse-lhe que não tinha o que comer. Que esperava que o rapaz à ajudasse.
Ele entrou e foi pegar um pão e duas bananas para ela. Era umas nove horas. Pelo menos hoje, deveria ser a primeira refeição da garotinha.
Ao voltar, e abrir a porta para entregar, o susto. Um homem numa moto velha, encostada na parede da casa sacou um revólver.
A menina já não estava mais na porta. Cícero fehou a porta com força. Mas ele numa pesada a derrubou.
Foi atrás dele como um louco ao ver-lhe correndo. Deu-lhe um chute nas costas que o derrubou. Ao cair meteu o rosto no chão, e começou a sangrar.
fome
- Não adianta fugir, safado, dê-me meu dinheiro – disse-me.
- Já sei do que se trata. Na próxima semana irei deixar lá, com Ìgor, o cara que me passou o lance – disse-lhe.
- Vou esperar você na segunda. Você sabe que aqui em Pedro Avelino, não costumamos dar prazo, a viciados como você, seu baitola. Vou viajar hoje. Não vá atrás de Ìgor, na segunda logo cedo eu venho apanhar.
Sabendo que estava arruinado, Cícero só tinha duas soluções. Fugir, voltando para o norte do país de onde viera, até ir parar naquela cidade (no meio do nada), ou dar cabo de si mesmo. Antes que o desgraçado retornasse, e o executasse.
No domingo à noite, ele numa angústia tremenda, resolveu fazer o pior. Pegou uma peixeira, no armário e de apenas um golpe de pé enfiou toda no peito perto do coração. Caiu na mesma hora.
A morte, não demorou a chegar. Foi quase instantânea.
Sua companheira de porres e de farras, foi à sua casa. Por não ter o visto na noite anterior. Ela era o seu único motivo para estar em Pedro Avelino. Encontrou-o pálido, duro e frio no chão. Desesperou-se.
O homem cumpriu a promessa, chegou na casa dele cedo como tinha falado. A porta estava aberta, entrou apressado. Olhou o cadáver no chão, a mulher do lado. Atirou umas três vezes.

Saiu correndo. Deixou na casa dois cadáveres, caídos. As histórias dos dois amantes, chegara ao fim.