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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Solidários em ação

Falou o Presidente:
Nossa organização hoje em caráter de solidariedade as vitimas da Aids, se engajou nessa campanha maravilhosa, muito importante para todos nós.
Estamos todos aqui reunidos em nome das milhares de vitimas dessa doença que já destruiu muitos lares em todo o mundo.
Com a presença de todos voces neste momento, angariamos fundos necessários a sermos reconhecidos como doadores Classe A da campanha.
A imprensa vai dar corbetura total ao nosso evento, nossas vendas vão alavancar no próximo período.
Não deveria estar aqui dizendo isto, mas temos que ver o lado mercadológico, afinal, isto é o que mantém voces e suas familias felizes, nosso negócio precisa de promoção.
Voces com seus ingressos puderam assistir o show dessa banda incrivel que acabou de tocar. Comeram tudo de bom que temos em nossa cultura regional, as melhores bebidas foram servidas, e renderam muitas risadas animadas. Além de sobrar muito dinheiro para nossa campanha.
Obrigado amigos, voces foram demais, agora deixemos entrar os convidados principais, aqueles que fazem parte do enorme grupo de pessoas a que nossa grande festa destinará a doação. Dou a festa por encerrada, me retiro depois de voces verem uma minúscula parte das pessoas a quem ajudaram.
 combate_aids
Neste momento adentram no salão muitas pessoas doentes de Aids, drogados, prostituidos, psicopatas da noite, viciados em sexo, moribundos de toda espécie, a quem a doença vai vitimar em pouco tempo.
Os convidados vips, começam a passar mal, alguns até vomitam e desmaiam diante da cena, e da presença das vitimas da doença. Mas disfarçam.
Batem palma, e cantam uma cançao da época natalina em que se encontram. O coro sai meio desentoado, meio forçado, tudo para agradar o presidente da organização.
Um dos membros dos funcionários faz um discurso enaltecendo o gesto do organizador do evento, se derramando em lágrimas, é muito abraçado pelos amigos após seu discurso.
Os aidéticos se retiram, todos juntos, passaram pouco tempo ali, as suas saudes debilitadas, não permitem que aproveitem nem as festas em sua ajuda.
Todos se foram o salão ficou vazio, mas o espirito que o presidente tentou passar foi o de que, se quiserem ver as coisas como são, não vejam a distância, as pessoas doentes precisam do calor humano, não apenas do metal, que lhe chegam apos reuniões de soliadariedade, os fins são justificados com eles dentro (as vítimas), não apenas nas intenções de longe.

Depois do Carnaval.

Quarta feira de cinzas no país.
07_MVG_rio_viradouro
João chega bem ressacado, era para ter entrado na sala do escritório às treze horas.
O patrão chateado reclama:
- Bonito não é seu Moço, 14h00, isso lá é hora de chegar, falei que o trabaho hoje começava de uma hora, desde a sexta-feira passada. Como você vem se apresentar agora?
Como era novo no emprego, meio sem saber o que dizer João respondeu:
- Desculpa aí chefinho, cheguei fazem 15 minutos, estava conversando um pouquinho lá na entrada, com meus novos amigos de trabalho…

Verão 09

Uma mulher sozinha estava tomando uma cerveja na praia, olhando o povo passar e lamentando sua sorte.
Ela em seus pensamentos relembrava cada momento de sua vida.
Seu casamento, seus filhos, tudo o que a sorte levou.
A vida que tinha era bem normal, trabalho, familia, lazer.
Um mistério apareceu em sua vida, e ela quis desvendar, toda a sua desgraça começou ali.
Suzana começou a visitar-lhe diariamente. Era uma amiga de um curso de digitação que ela começou a fazer haviam uns três meses.
Ela a achava uma mulher bonita, elegante e poderosa.
Lhe intrigava as sensações que tinha quando Suzana estava por perto.
Suzana não falava muito em suas visitas, ficavam assistindo televisão e comentando as cenas que viam, se detiam a isto. Depois dos programas na tv iam estudar um pouco das apostilas do curso.
Marlene, um dia no período da tarde, foi à casa de sua amiga, pensando em retribuir suas visitas. Era uma sexta-feira de tarde. Já havia cumprido sua jornada de trabalho.
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Deixou suas duas crianças com a empregada, ligou para o marido, dizendo que ia fazer compras e se foi.
Suzana vivia numa casa bem ampla para ela, era sozinha, tinha se divorciado há alguns anos e vivia da pensão do marido.
Marlene entrou, a amiga estava de langerie azul, com um copo na mão.
- Oi amiga, seja bem vinda, preparei uma tarde bem agradável para nós. Peguei um DVD de um show que assisti de forró. Acho que você vai gostar. Temos pizza, espetinhos e um wiskie bom que comprei.
- Tá legal, posso ficar até as cinco horas aqui conversando, aproveitaremos juntas o show - respondeu Marlene.
Deu às cinco horas, Marlene se despediu da amiga e agradeceu a tarde maravilhosa que passaram juntas, marcando outras.
Deu uma circulada pelos quarteirões perto de casa, vinham-lhe recordações dos momentos e pensava na vida.
O casamento e suas relações com o mundo pareciam desmoronar desde que viu uma vida nova inspirada na da amiga.
Foi para casa, enfim.
A lua já brilhava amarela no horizonte quando ela chegou, estava numa noite quente, abafada. Seu marido aguardava preocupado.
Ela nunca saia a tarde e demorava tanto. As saídas eram rápidas, nas vizinhanças. Náo costumava deixar seus filhos em casa, longe dela…
Ela entrou, ele a beijou, e sentiu o cheiro de bebida, discutiram sobre a atitude dela, passaram a noite brigados.
Daí para a frente, tudo mudou, via sua família de modo diferente. Não entendia, mas se sentia dominada por suas novas escolhas.
Repetiam-se as confusões, na sua casa, ela ficou viciada, tentando se distanciar de seus desejos, seu marido já não a entendia mais.444
- Oi Suzana, demorou, já tomei três latas aqui sozinha, o que vamos fazer hoje à tarde? - Disse Marlene, alegrando-se com a chegada da amiga.
Estavam na praia, na manhã onde comecei este relato.