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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tattoo

Depois, de ver a estrela, mais brilhante, e única dessa noite no céu. Olhei para frente e te vi. Tinha alguma diferença naquele momento em que te avistei e no mesmo instante começou a tocar a minha canção preferida ao lado, no som de um carro próximo a nós. Percebi em você o que eu queria. A fantasia tinha se tornado real.

Um brilho no olhar, reparei em você. Via nele o reflexo da água azulada do lago, junto a nós. Nos seus olhos o reflexo eram o de luzes elétricas neon, que no lago vinham de um letreiro comercial, que o iluminava, piscando.

Foi assim que vi você, ali sentada. Sentimental, como se tivesse uma carência qualquer. A boca pintada de vermelho, a visão mirando o infinito. Eu pedi a mim mesmo que você deixasse-me uma marca, em minha camisa branca, social.

Quando a música parou. Fui ao banheiro, descarregar um pouco das três cervejas que havia bebido. Voltei e não à vi mais. Tocava em outro carro uma música feia e barulhenta. Uma mistura de sons de sanfona, teclado, guitarra e outras coisas mais. Você ja não estava mais na mesa.

Só me restou ir até o desconhecido, que havia posto a música em seu carro, quando senti tua falta.

Pedi à ele, que a colocasse novamente. Num gesto solidário, ele colocou. Tatuagem, minha predileta.

Gigante e Sábio

Um negrinho de um bairro longíquo, vinha sempre vender cocadas na minha rua. Vinha bem arrumado em roupinhas limpas, engomadas e cheirosas. Percorria todo o bairro, gritando alto, batia de porta em porta, quando as pessoas não o notavam. Usava sempre roupas brancas. E todos viam, que ele ere uma pessoa aciada. Um dia, Mustapha, não apareceu, Eu era seu freguês habitual. Sempre que ele passava, após o almoço, eu o comprava uma, por R$ 1,00. Ele ficava satisfeito com isso e sempre, me agradecia, pela compra.

No outro dia ele voltou. Rosto triste e abatido. Quase chorando. Notei pela fisionomia que ele não estava bem.

- O que houve Mustapha?

- Minha mãe faleceu ontem pela manhã, logo cedo. Foi enterrada à tarde. Ficamos o dia todo em agonia em casa.

- Meus pêsames Mustapha, sinto muito.

Ele prosseguiu no seu caminho. Mas continuava sempre dia-a-dia, percorrendo nossa rua. Só faltou no dia do falecimento e enterro de sua mãe.

Fui notando, que o garoto, já não se vestia do jeito de sempre. Estava com um aspecto diferente, meio maltratado. As cocadas não tinham a qualidade de antes. Algumas vezes até azedas.

Falei para ele, que o seu produto, já não estava tão bom, inclusive sua aparência. Ele disse que após o falecimento de D. Francisca, sua mãe, as coisas tinham piorado muito na sua casa. Ela era que providenciava tudo, para ele, cuidava de suas roupas e fazia as cocadas que ele por saber que eram boas, tinha muito orgulho em vendê-las. Disse ainda que sabia que o produto que vendia, já não era tão bom. Tinha consciência disso. Mas mesmo assim, sem ter gosto em fazer, por ter consciência desses problemas, continuava, pois precisava do dinheiro.

Passou-se uns dois meses, o pai de Mustapha, já tinha posto outra na casa dele. Uma criatura que chegava perto do que era D. Francisca, e o melhor, tratava muito bem os garotos, e começou a ajudar Mustapha em seu negõcio.

E, la vinha Mustapha, pela rua novamente, de roupas azuis, com sua bandejinha de tapiocas. Tudo para nós e pare ele, voltou a ser como era antes. Nossa alegria havia voltado.


sábado, 24 de janeiro de 2009

Lendias Urbanas e Desurbanas Tambien ... Tipo Assim, Acreditas em OVNIs ou em ovins?


Demonstrações para serem entendidas por outras pessoas podem causar problemas bem grandes. Um sofredor, pode não ser um Ser tão Inteligente, mas o simples fato de ele querer expor coisas desse tipo, num papel, numa foto, num vídeo, num áudio ou em qualquer outra forma expresiva - nem sempre cogniscíveis às Massas, causam curiosidades nojentas, de curiosos de Dores das carnes.

Um ser como este é um cidadão admirável nesta terra.

Curiosidades podem ser a prova de alguém que tem desejos bem Grandes e observando a Miséria alheia, quer ver cumprida Uma Promessa. Alguma pessoa curiosa deve ter sido despertada.

Um certo matuto viu uma oportunidade de transcrever dores como se sonhasse. Esta foi a razão e o perigo de um Abestalhado se promover em pesadelos, Este ser imbecil pondo todas essas dores, psicoses, e putrefações em explicações, publicou dores imensas, talvez desejando ser um deus.

Algúem cheirou esta Coisa e foi atrás de Algo. Isto foi o símbolo exato ao curioso, Talvez até tenha sido um símbolo numérico e provável, o contrário da Figura de um Ditador sendo exposta. Este modelo de uma Bosta cheia de Bactérias, afundando, sem problemas, nem reclames. Deve ser a de Um ser pobre. As bóias deste Caldeirão, cheio de água fervente, foram as coisas secas, que flutuaram aos 4 ventos, deste planeta cheio de idéias. Podres para muitos.

Um Ditador não sofre, goza, um miserável é o seu contrário. Mas acho, que Se a miséria fosse bonita de se Ver, isto não seria um Mundo, seria o próprio Fogo, de todos os Infernos à queimar os Pilares duros de Cabeças pobres e revoltadas.

Sem sonhos a deterioração do Ser, do Coitado, do "Inseto", do pobre Demente, foi facilitada por alguém que publicou e passou adiante, certas estórias. Demonstrando nelas todo o Gozo desse Infeliz pela desmaterialização.

Essa abominação, que se fez com expressões um símbolo Cultural, regional e global, deve ter sido consumido por ele Próprio, e ter perdido a fé, que talvez Nunca teve. Um tipo de falta, que pode ter sido Educativa.

Posso me Expandir um pouco mais que ele, e tentar também infelitizar-lhes, mesmo sem querer ser tão expressivo. A Ambição, motor de toda esta objeitividade explícita, sobre o podre, demonstrou esta Sabedoria. mortal. Talvez Eu com um pouco de sinceridade, sem praticar todo o declamado e adorado Cinismo dele, possa assumir que já provei e posso re-provar, o que tenha sido motivo de tanto desprezo.

Acho que no Fundo faltou-lhe um gosto pelo ser oposto à Ele ou a Ela, um complemento, uma carne mais apetitosa que ele provou e se revoltou. Que não Tivesse o que esta Lástima humana tinha, Ele (esta pessoa masturbante) nunca viu. além de sua miserável figura. E assim ele Nunca foi a Glória, e sim o retrato feio que relatou.

A Miséria, em matéria ou espírito, é um Campo sem fim, não tem nada a crescer nem florescer nela. Um jogo da Morte. Nenhum espelho que se preze deveria refleti-la. Causa nojo a qualquer Humano que tenha descência de querer ser alguém nesta Vida, prová-la.

Uma pessoa normal que vê um Rio Morto, sem Peixes, cheia de verdes à lhe sufocar, não ousaria espalhar seu Cheiro de Desgraças às outras. Só se isto for pelo fato de Este ente, querer com esse Discurso infiel, demonstrar Seu Desprezo à vida.

Apelou ao Corpo dos defuntos de um certo habitat e os mostrou sem Almas, sem Existências, sem terem sido iguais à ele. Através desta seboseira Letrada, quis provar a falta de Valor que vê na Matéria, humana, Mesmo semelhante à sua.

Acho que a falta de recursos o fez querer ter algo em troca, através desta Ciência dividida. Com tanto Saber, esta Derrota, deve ter tido ânsias de ser louvado. Como assim, se com esta Apresentação grotesca ao globo, pudesse ganhar muitas moedas Brilhantes com quadros negros e Pobres.

Penso ainda que, a Miséria, nesta vida, talvez não dôa tanto assim aos seus atores, a não ser o fato de esta condição ser propagandeada para sabichões, que não curtem estas cenas, para não ficarem doentes, Preferem filmes românticos. Sonhos e vidas opostas estas. Contrários se chocando, de forma destrutiva, Quem fez isso acontecer ai, ein?

A popularização deslumbra certos tipos de observadores curiosos. Porém, Dá um Curto-circuito num cidadão de Fé, que sentiu materializada, através de um narrador: Doenças, Podridões, Túmulos, Etc e coisas e Tais...

Ah, claro, só faltaram nestas grafias os Defuntos também tomarem conhecimentos dos Cultos demoníacos e expressivos aos seus restos, Desfazendo, este autor, o que eles foram em Carne Viva. Vendo-se nojentos na Pintura artística de um Ídolo louco. Acho que não Escutaram, não entenderam isto. Não se viram em todas estas Desgraças encenadas de suas sobras, Foram expostos em Podridões aos ridículos e famintos intelectuais. Eleitos, em imagens, como se fossem peças. Demonstrados através de conhecimentos primitivos, de uma pré ocupação Americana e pagã.

Neste espaço sócio-material em que vivemos, os poderosos do Além e os mais próximos de nós, diante de visões infernais, sobre-naturais, catinguentas, sentem dores Sem-fim. Está demonstrada a Falência de um Organismo, que estas Tal ou Tais Pessoas Poderosas, sentiram expressadas através deste Fantástico contador de Terrores. Eles, os manda-chuvas, não têm mais sonhos à vender, diante desta representação de uma realidade. O mundo das fábulas que eles sempre prometeram, não tem mais água limpinha, só dores e horrores. Um contador de sinais, mostrou coisas feias.

Vejam bem, os vermes estáo comendo, façam Silêncio por Favor.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Vícios sociais, e um pouquinho de virtude


Numa manhã de sábado, por volta das doze horas, Manoel tinha bebido quase uma garrafa de vinho, estava passando o tempo conversando com alguns amigos pelo messenger, Gostava de bebericar enquanto conversava. Já estava enjoado, parou as conversas, colocou uma música e deitou, em uma cama perto do computador. Adormeceu.

Sônia, a filha da faxineira, devia estar perto dos dezoito anos, era uma garota vaidosa pela beleza, estava neste dia com sua mãe, que estava meio doente e a pediu para ajudá-la no serviço.
Apesar de Manoel morar só, tinha muito cuidado com sua casa, e na higiene dela também, não era relapso. Sempre contratava alguém para mantê-la brilhando em limpeza e com bons odores, como gostava. Ele também era bem vaidoso neste aspecto.

Sônia viu Manoel dormindo, em uma passagem rápida pelo quarto. O computador estava ligado, tocando uma música num volume bem baixo. Lena estava almoçando. Ela chamou sua filha para fazer o mesmo. Sônia foi correndo almoçar. Pensou na cena que viu e sentiu nela a oportunidade de conversar pelo computador. Planejou o que ia fazer. Comeu tudo bem rápido. Sabia que sua mãe costumava tirar uma sonequinha ligeira após a refeição. Saiu de perto da mãe e correu para o quarto. Disse a Lena que ia até a calçada da rua, limpar.

Manoel estava num sono muito pesado, entorpecido pelovinho. Rapidinho, ela colocou seu nome e a senha no messenger, aberto na tela. Começou uma conversa com um rapaz que conhecera no domingo passado, numa praia.

- Oi, Miguel, que bom que você está aí, Estava ansiosa para falar contigo, desde ontem de noite. Estava lisa, sem grana para gastar na lan. Me diga, por quê você, não foi lá em casa ontem de noite? Esperei, muito você, viu? Tenho pouco tempo agora, para falar com você. Vamos aproveitar? - disse ela, indagando.
O cara estava em uma lan, conversando com amigas, no momento que ela o chamou.

Ela olhou para Manoel, viu que ele continuava a dormir, ligou a webcam e enviou ao rapaz, quando ele abriu, ja a viu com os seios à mostra.

Ele não perdeu tempo.

- Quero mais de você hoje amor, você esta sozinha aí?

- Estou, sozinha e pronta para momentos quentes de amor, mas tem que ser rapidinho, viu? Disse ela sorrindo.

O calor estava aumentando, ela fazia carícias em seu corpo, exibindo-o para o coleguinha do outro lado. Ele fechou todas as outras janelas de bate-papo. Sônia naquele momento era o único alvo dele. Ela esqueceu-se do tempo diante do prazer de estar encantando o cara.

Lena acordou, foi a procura da filha, queria saber onde ela havia deixado a vassoura. Estava precisando. Andou por toda a casa, O único lugar que ela poderia estar, se não tivesse saído, seria no quarto do patrão pensou. A porta estava fechada. Bateu bem forte. Não esperou que abrissem, foi entrando. Com o barulho, das batidas, Manoel acordou, ainda tonto e meio assustado. Viu Sônia à sua frente, ficou ainda mais espantado. Ela teve tempo de fechar a janela do messenger, mas não de se vestir, estava nua.

Em um ato bem rápido, sabendo que era sua mãe, virou a cadeira de frente para a cama onde estava Manoel. Vendo a filha sem roupas e um homem olhando para ela, sua mãe gritou:

-Safado!! Você vai se ferrar.

Pegou seu celular no bolso, e ligou.

Em cinco minutos a polícia chegou, eram três homens. Estavam numa ronda perto da casa de Manoel.

- Esse doido, estava fazendo safadezas com minha filha, no quarto dele, de portas fechadas - disse Lena. Prendam este cachorro.

Sônia vendo a confusão que havia criado, disse:

-Desculpem-me todos vocês, e o senhor tambêm, Seu Manoel, a culpa de toda esta loucura é minha. Este senhor, seus soldados, não tem nada haver com isto. Deixem-no em paz.

Os policiais sabiam que a garota era menor de idade. Se ela não tivesse assumido o erro, tinham dado outro desfecho àquela situação. Seria bem trágico para Manoel, que no íntimo, sem ser escandaloso,não era tão homem assim, para se meter numa situação destas. Pelo contrário, seu negõcio era outro, que gostava muito mais.

Foram embora, Lena pegou suas coisas e logo após a saída dos policiais também foi com a sua filha. Sônia, por orgulho, não contou nada, do que realmente acontecera.

Lena nunca mais voltou à casa de Manoel.

F

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PERFEITA VISÃO

HOJE, ACORDEI PENSANDO EM ALGO BOM PARA COMER, ABRI A PORTA DA GELADEIRA, E O QUE VEJO? VENTO FRIO, MAS NADA. PENSEI DE NOVO, COISA ESTRANHA!!! ONTEM AS SEIS HORAS DA NOITE, MAIS OU MENOS, JURO PELOS CÉUS, QUE ME LEMBRO. FUI AO MERCADO PROXIMO DE CASA, COMPRAR UMA GARRAFINHA, MAS PENSO QUE FIZ MAIS, COMPREI LINGUIÇAS, OVOS, INHAMES, BATATAS, CARNE DE SOL, E UMA PICANHA BEM GORDA, PARA ASSAR E COMER COM A GARRAFINHA.
O PROBLEMA É QUE ACHO, QUE FOI ILUSÃO DE GARRAFADAS. SERÁ QUE E
U COMPREI MESMO? TINHA TOMADO ÀQUELA HORA MAIS DE MEIA SLOVA, QUE TINHA SOBRADO DO FIM DE SEMANA, DEPOIS RESOLVI LAVAR COM UMAS CERVEJINHAS, ACHO EU QUE MEIA DUZIA DE LATAS. O SOM QUE ESTAVA ESCUTANDO FOI O DISCO NOVO DO SEPULTURA, A--LEX, DÍSPONÍVEL NA WEB, JÁ ESTAVA MEIO PESADO PELA CACHAÇA TODA, IMAIGINA ESCUTANDO HEAVY METAL EM INGLÊS. AI ME DEU NA CABEÇA, DE OONTINUAR ROLANDO AS PEDRAS, E FUI ME ABASTECER.SÓ O FATO DE EU TER ACORDADO FAMINTO, JÁ ME LEVA A ACREDITAR QUE, NÃO DEVO TER COMPRADO NENHUMA COMIDA, JÁ ESTAVA PARA LA DE BAGDÁ QUANDO SAI,. DIGO MAIS, NEM DEVO TER JANTADO ANTES DE DORMIR. TENHO CERTEZA QUE SE NESSA HORA TIVESSE PASSADO ALGUÉM QUE ME CHAMASSE ATENÇÃO PELA RUA, TIPO UMA MORENA DE UM METRO E SETENTA, FININHA DE CINTURA, SEIOS FARTOS, E OUTRAS COISAS MAIS, PODERIA TER FEITO ALGO, QUE ME COMPLICASSE A VIDA, TIPO TENTAR BATER UM PAPO CHEIO DE CURIOSIDADES E GALANTEIOS COM A GAROTA.
MAS, GRAÇAS Á DEUS, TEM BÊBADOS QUE ÀS VEZES TEM SORTE. DEPENDENDO DO LUGAR EM QUE SE ENCONTRA É CLARO. E ME LIVREI DESSA TENTAÇÃO.
A LEMBRANÇA NÍTIDA QUE TENHO DE ONTEM A NOITE, QUANDO VOLTAVA PARA CASA, APÓS O MERCADO, FOI A DE TER VISTO NO CÉU UMA LUA, GIGANTESCA, BEM AMARELA, ME CHAMOU MUITO A ATENÇÃO ESSA VISÃO, PARECIA QUERER ME DIZER QUE LA ERA O LUGAR IDEAL. LONGE DE TUDO E DE TODOS, NA PAZ,. VENDO A TERRA AZUL, COMO UMA LANTERNA, ILUMINANDO-A JUNTO COM O SOL E AS ESTRELAS. NOSSO PLANETA REFLETE A LUZ SOLAR PARA ELA, COMO ELA FAZ QUANDO ESTAMOS AQUI, SENDO QUE A VISÃO QUE TEMOS DE NOSSO PLANETA DE LÁ É MAIOR DO QUE A QUE TEMOS DELA DAQUI, CLARO
QUE RELAÇÃO TEM ISSO, COM O FATO DE EU ACORDAR FAMINTO, E ACHANDO QUE TINHA ABASTECIDO A GELADEIRA? FÁCIL, DEVO TER SIDO ENFEITIÇADO POR ESSA VISÃO,ESSES PENSAMENTOS, ESSE SONHO. DEVO TER PASSADO A NOITE CHEIO DE LIBERDADE, EM PAZ,. CERCADO PELO VAZIO.
A LUA SENDO BRANQUINHA E NUA, QUANDO SE ESTÁ NELA, É UM ASTRO SEM VIDA. DIZEM ATÉ QUE SÃO RESTOS DA TERRA, SOBRAS DE UMA COLISÃO COM OUTRO PLANETA COM O NOSSO HÁ MUITO TEMPO ATRÁS. O PLANETA SE CHAMAVA CAPELLA, E, AINDA SEGUNDO ESSA TEORIA CIEN´TIFICA O RESULTADO DESSE CHOQUE, FOI O NASCIMENTO DE NOSSO SATÉLITE, DIZ-SE AINDA QUE TAMBÉM ESSE FATO INICIOU O PROCESSO DO APARECIMENTO DA VIDA EM NOSSO PLANETA.
BOM, MAS VOLTANDO, EU SEMPRE VI POETAS, CANTORES E COMPOSITORES, EM SEUS VERSOS ROMÃNTICOS, HOMENAGEAREM ESSE ASTRO, COM MUITO AMOR, SOFRIMENTO, PAIXÃO. CREIO QUE ISSO SE DEVE AO FATO DA SIMILARIDADE DOS CICLOS LUNARES COM OS DA MULHER, SENDO OS DA LUA MAIS PRECISOS, POR NÃO SER BIOLÓGICA, EMOCIONAL E SIM MECÂNICA, AO CONTRARIO DE NOSSA IRMÃ DA TERRA, A FÊMEA, QUE É UM SER VIVO..
CHEGUEI A SEGUINTE CONCLUSÃO DIANTE DISTO, VIAJEI MESMO ONTEM, DEVO TER DORMIDO BEM LONGE, CULPA DA BEBIDA, DO SOM PESADO E DA MORENA LINDA QUE NÃO ENCONTREI NA RUA, MAS DEVO TER IMAGINADO. POR ISSO ACORDEI ACHANDO QUE TINHA COMPRADO COMIDA E A GELADEIRA ESTAVA CHEIA.. DEPOIS DE TODA ESSA VIAJEM, RESOLVI ESCREVER ISSO, PARA VOCÊ LER.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Fim, em uma Cegonheira

Íamos, eu, Diana, Max e Diogo - minha família, com destino a Camboinha, pela BR-230. Havíamos planejado curtir o domingo na casa de uma grande amiga de minha companheira.

Sheilla, a amiga, nos falou, num telefonema, logo cedo, que tinha providen
ciado com muito prazer, bebidas e tira-gostos, para passarmos o dia inteiro juntos. Fazia muito tempo que o casal nos convidava a um reencontro. Nos víamos com pouca frequência, pois não sou tão social quanto Diana, e prefiro o sossego.

Diana foi vizinha de Sheilla quando eram meninas ainda, conviveram lado à lado, durante muito tempo. Cresceram, viraram mocinhas, e sempre conversaram muito em como o futuro iria
ser bom para elas. Tinham uma enorme esperança de que tudo ia dá certo. Não faltavam inteligência e beleza para elas. Eram garotas de chamar atenção. Quando iam passear na calçadinha de Tambaú, nas tardes dos fins de semana, os garotos não as deixavam e paz. Não precisavam exibir os seus dotes físicos, vestindo roupas sexys, ao contrário, usavam roupas conservadoras demais, para as suas idades. As outras meninas mais despojadas no vestir, para realizar a prática da sedução, nem sempre conseguiam o que elas faziam, naturalmente. Conquistando muita atenção, de todos. As duas pareciam ter reencarnado de tempos antigos pela simplicidade de notar as coisas ao redor, e serem percebidas, sem se exibirem.

Diana quando namorávamos, antes de morarmos juntos, começou a me contar essas recordações, e me dizia de como eram felizes sendo amigas. Após dividirmos o mesmo teto eu comecei a saber mais detalhes dessa amizade. Não ficava enciumado, quando ela me falava das coisas que faziam. Aquilo tudo que a minha companheira contava, no meu entender, eram coisas de duas amigas adolescentes, que inexperientes, tentavam descobrir um caminho na vida. Tudo era, a cada descoberta, nova jeito de se sentirem realizadas como pessoa, em adquirir conhecimentos. Eu sentia prazer em ouvir, sempre quando podia as histórias. Aquilo me descortinava um passado lindo, de meninas se transformando a cada nova experiência. Eu sentia que através de nossas conversas do passado de Diana, eu também continuava crescendo, a cada nova sessão de suas memórias.

Elas exploravam as oportunidades que tinham, nos namoros, nas amizades, na vida social, ou só entre elas, de descobrir coisas novas, emoções novas, relações novas. Dividiam juntas o que tiravam de suas relações afetivas e experimentais. Essa relação das duas para mim, e as descobertas que minha companheira contava, pareciam poemas, como fragrâncias de futuras rosas que ainda eram botões, e um dia iriam aromatizar o ambiente ao redor, de um perfume em formação. Bem servidas pela natureza em inocência, experiência e curiosidades - na medida certa, penso sempre que o destino me reservou a sorte de um dia cruzar o caminho de uma delas.

No caminho, quando estávamos próximos ao viaduto do shopping, coloquei uma música antiga que gostava de escutar sozinho, para viajar em devaneios sonoros, ritmicos e com muitas idéias. Não gostava de escutar com ninguém por perto, mais desta vez abri uma excessão, deixando meus companheiros de viajem curtirem o som comigo. Estava excitado, por ter um domingo que prometia ser bom. Max, meu filho mais novo, reclamou da música dizendo que era velha, que eu não tinha gosto, talvez, por ter apenas seis anos e gostar de músicas infantis. Já Diogo de onze, me disse que era uma canção bonita, e até ia se remexendo ao som da música. Então eu acreditei que realmente ele gostava e que não tinha falado apenas para me agradar, ou contradizer seu irmão, que ia reclamando do seu lado.

Like a Rolling Stone é uma música antiga, de gerações atrás. Um cantor do extremo norte do continente americano fez muito sucesso com ela, nada mais, nada menos, que um mestre do rock, Bob Dylan, outro cheio de estilo para mim, como a banda, título da faixa. Bob meu irmão de muitas quebradas, em devaneios, à lançou para o mundo. Esse tipo de som quando ouço, me faz sentir, recordar, muitos sonhos. E me desligam de tudo ao meu redor.

A canção estava quase no fim. No retorno próximo ao Hiper, não sei se por estar "viajando" escutando a música tocada pelos Rolling Stones, não vejo um caminhão enorme de uma transportadora de carros, adentrando a BR. Num piscar de olhos começo a sentir o impacto. Eu ia a mais ou menos oitenta por hora, não pisei no pedal do freio, entro no meio do caminhão. O carro começa a se despedaçar embaixo dele. Escuto em centésimos de segundos sons de metais e vidros se despedaçando, gemidos de morte ao meu lado, todos sentindo dores incríveis, Nos fomos. Acabou nosso compartilhar neste mundo. Nos perdemos uns dos outros. Quatro pessoas, começam a vagar sem vínculos terrenos para o além. E agora nada, a não ser aquela experiência final, me prendem ao que conto. Estou agora em algum lugar, longe de tudo, porém a nossa separação desta forma, me deixaram marcas, eternas.

domingo, 11 de janeiro de 2009






ADRIANA TRÊS JUNHOS DEPOIS, EM UM DESFILE NA SUA CIDADE

BJS

ATÉ

Côcos

As orientações pessoais e sociais são variadas. Estávamos eu e Sandra Maria sentados numa praça em Alagoa Grande.curtindo um fim de samana diferente. Era o mês de junho. Fazia frio, o céu estava encoberto por nuvens carregadas e escuras. Parecia que ia cair uma chuva daquelas. Não se via o luar. As pessoas que passavam por nós, náo estavam com uma aparência muito boa. Havia um certo ar tenebroso ao redor.
Fiquei curioso. Quis saber por que os transeuntes passavam apressados de um lado para outro, comentando algum fato triste, aos cochichos. Os rostos de quem estavam aborrecidos com algo. Era por volta de sete horas, a noite estava apenas começando.
Perguntei a uma moça se tinha acontecido algo. Ela estava bem vestida. Sainha curta, cabelos soltos, blusinha decotada e ombros de fora. Uma menina bonita. Parecia ter uns catorze anos. Passava sozinha. Eu a chamei. Sandra já fez um ar de que não estava gostando. Acho que pensou que eu estava querendo paquerar a menina. Sinceramente, não ia ficar nada bem, para mim, com minha namorada do lado. Mas me atrevi a falar com ela assim mesmo.
A moça se chamava Adriana. Me contou que estava programado uma hora atrás, um show, em frente à praça da Igreja, de dançadores de cõco de roda. Ia ser só o começo da noite festiva. Mas o principal instrumentista, tinha sido assassinado haviam poucas horas, e o show foi cancelado. O tocador tinha sido vitimado por um bêbado, que o viu alegre e satisfeito, se preparando para a apresentação. O infeliz, por não ter nada de bom, com inveja do homem, provocou o instrumentista. Disse-lhe palavras de baixo calão. Chamou o homem até de gay, por conta dos enfeites que o embolador trajava, apropriados à apresentação do côco. Como a vítima, também não estava de toda sóbria. Já tinha tomado umas três ou quatro branquinhas, segundo uns amigos dele. Revidou. O embolador sempre foi uma pessoa tranquila, nunca teve o costume de destratar ninguém, talvez por ter sido educado pela sua arte. A cidade toda o admirava, como pessoa. Porém parece ter ficado possesso. Esculhambou o marginal, fioou muito nervoso pela surpresa de aquela figura maltrapilha e suja, sem nenhum valor que pudesse defender na sociedade, o ter desmoralizado. Foi tudo o que o bebarrão quiz, puxou de dentro das calças sujas uma faca, e desferiu vários golpes no homem. Parecia um doido, se banqueteando de sangue. Mesmo a vítima ja estando no chão sem vida, o cruel não descansou de seus atos selvagens. Só parou após ter sido agarrado por muitos homens que vieram acudir arriscando suas vidas. Mas já era tarde demais.
Adriana me contou isto e foi-se. Ela não tinha a aparência de uma garota do interior, era bem desencabulada. Conversei um pouco com Sandra sobre o fato, nos levantamos, andamos um pouco pelas ruas e voltamos à nossa cidade. Desanimados também pelo acontecido. Nem sabíamos, quando fomos à Alagoa Grande passear, que ia haver um show. Mas se tívessemos ido sabendo e ido à praça da Igreja, iríamos ficar decepcionados, como as pessoas que passaram por nós, naquela noite estranha.