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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Atrás das grades, no inferno.

Boa noite amigos e amigas, sou Renato, um pobre coitado relatando um triste acontecimento aqui deitado nesta cama fria, em uma cela cheia de gente perigosa.

Como devem saber, vou falar de forma direta sobre uma puta ( = culpa ) que carrego comigo há muito tempo.

Eu era cercado de amigo(a)s, vivia de bar em bar na minha cidade com vários companheiros, aproveitando o bom da vida.

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Não bebia, aproveitava as baladas sóbrio. Numa dessas noites, meus amigos ainda não tinham chegado, eu inventei de dar uma volta entre as mesas, para paquerar. Acendi meu cigarro enquanto andava.

Ao passar por uma loira muito bonita, olhei para ela e ela me pediu um cigarro. Dei-lhe um e acendi.

Um cara apareceu de repente, bem nervoso e disse que eu saisse de perto da garota, e não ficasse cantando ela. Contei o que tinha acontecido. Ele me chamou de mentiroso e me esmurroui. Surgiram muitos amigos dele, de repente.

Esmurrei o safado. Todos seus companheiros de farra ficaram enfurecidos. Descontrolados e drogados ou bêbados pegaram pesado. Eu todo machucado, já não tinha reação.

De repente, vi um revólver dentro da calça de um deles. Peguei-o, o cara partiu pra cima, para recuperar. Atirei na cabeça dele. Caiu sangrando e se batendo no chão.

O infeliz que foi defender a mulher, viu o amigo morto e veio para cima. Outro tiro certeiro desta vez no peito. Já era o cara, deve ter atingido o coração.

Fui julgado e condenado a mais de trinta anos de detenção. Por ter me defendido dos arruaceiros.

Para terminar esta é a puta que eu pago há mais de dez anos nesta cela. Deve-se a na época eu ter um único vício, o cigarro.456

Aliás tinha outro, o convívio com a sociedade resplandencente e brilhante de minha linda cidade. Compartilhava com todos as diversões e lazeres noturnos abundantes na minha juventude.

Há poucos anos a infeliz, que não teve nada haver com a brutalidade dos doidos, me visitou e lamentou tudo o que ocorreu. Numa única vez vi sinceridade nela e resolvi esquecer aquela noite triste.