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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Meio mundo de rodas, calores e poeiras.


sol

O fogo ardente deste verão fazem as nuvens de poeira circular no globo próximo a mim.
As ventas se sujam mais fáceis, com a poeira asfáltica, e quentes, além de muito abafadas. Me encho de tosses e espirros.
Uma velha passa na rua apressada, contando as pedrinhas do seu rosário feio e velho, de ela tanto orar. Balbuciando rezas.
Parece assustada com uma última notícia ouvida no rádio, depois uma amiga nossa contou-me. Sobre um estrupador de galinhas. Ela pensa nas suas, e sai se abanando com a outra mão, busca uma padaria.
Vai comprar uma garrafa de cinco litros de água, para amenizar sua grande sêde, neste dia quente.
Eu vendo a velha penso na inutilidade de seus sustos, com o que ela ouviu no seu rádio. O estrupador, tem um campo abundante, e ele só pega uma por dia.
As delas sendo magras, não lhe deviam custar tanto aperreio. Achei exageros da velhice.
Entro em casa, ligo o ar-condicionado e vou ler Romeu e Julieta sozinho no quarto, pela 51ª vez,pomba eu acho. Me esqueço dos aperreios dos outros assim, no frio e escuro do meu quarto, exercitando minha mente com romances universais.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Vistas em lembranças de uma mesa grande.


Vendo o azul do mar, vi como a natureza é generosa em seus dons.
A vida parece refletir o brilho nas águas claras.
A natureza abundante escondida em seu manto, são como águas-vivas boiando sem queimar, só a demonstrar a beleza das transparências sob o mar.
A beleza compromete quem a admira, quando se guarda o momento na mente.
Dependendo da sensação pode até ser inesquecível.
Mas meu tempo acabou, vou terminar meu copo de água e voltar ao trabalho, recordando o cheiro, a cor e o brilho disto na minha própria idéia do que vi agora.