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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O cara de passagem

Eu estava viajando numa cidade distante
Vi um homem sentado no banco, de seu lado um elefante
Mas, o detalhe esquisito, era uma cuia e uma mala que tinha
Vendia de tudo da mala e a com a cuia pedia gorjetinha
Ele falava que seus objetos eram danados
Quem os levasse ia ter de tudo, até o que não tinha pensado
Uma mulher foi passando e experimentou um produto
Pegou um batom vermelho e voltou ao seu reduto
Um homem banguelo, achou o que precisava
Pegou uma dentadura, e deu logo uma risada
Estes dois casos eu vi na hora
As promessas eram de muito beijo pra mulher e de carne pro destentado beiçola
Mas o homem da mala e da cuia advertia
Esses poderes mágicos só duram um dia
No dia seguinte eu estava de novo lá
A mulher toda feliz, disse que cansou de tanto beijar
O beiçola banguelo tinha até engordado
Agradeceu dizendo que tinha comido dobrado
No outro dia eu tava lá novamente
O homem de mala e cuia tinha seguido em frente
A mulher de batom tava triste desesperada
Disse que seus beiços tinham caido e ficou desdentada
O homem da dentadura parecia bem magrelo
Disse que na sua casa não tinha mais nem farelo
Aí vendo estas cenas fiquei pensando
Esse povo acredita em santo que fica viajando
De mala e cuia na mão pedindo trocos por objeto
Deviam ter desconfiado que aquilo era coisa do sai de reto.

de mala e cuia