Estávamos sentados eu, e duas amigas numa esquina perto de casa, quando passou à nossa frente, uma mulher bem perfumada, cheirava à perfume barato, tinha o corpo todo à mostra, bem pouquinha roupa.
Adriana, que era meio piradinha não resistiu e soltou-lhe uma piada quando ela estava passando:
- O que a senhora vai fazer ein? Está arrasando.
- Namorar, respondeu a estranha, e lhe soprou um beijo, desdenhando – se foi.
Adriana olho para Lucélia me ignorando.
- O que tu acha que ela vai fazer Lú?
- Tu sabe Dri, você também né Lê?
- Sei, claro – respondi.
- Vai pescar uns siris dourados na praia, cheirando a papel verde.
Aí, começou uma conversa quente entre nós. Sobre noite e prazeres. Concordamos em tudo, não havia dúvida sobre aquela a missão, da gatona, falamos em todas as possibilidades daquela noite para a dita cuja.
Cheguei em casa, depois de deixar as minhas amigas em suas residências, e fui dormir. Pensei sobre as aventuras da noite, da gata em questão, e do nosso papo de mais de uma hora. Do prazer da nossa conversa, comentando de tudo, sem limites.
Lembrei do cheiro doce e barato, sapato alto (mininíssima saia), top finíssimo, boa toda a garota. As meninas do meu lado imaginando coisas e falando demais.
Acordei quase ao meio dia na manhã seguinte, depois de muitos sonhos.
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