Deitei na areia, era uma noite linda de lua.
Via o brilho da cidade longe, luzes acesas, em ruas, casas, edifícios. Fiquei olhando aquilo, e entendi o que estava ali fazendo, fugindo.
Tirei um cochilo sem querer após uns copos, quando acordei, não vi mais o barco na praia.
Fiquei assustado, aquele lugar estava à uns três quilometros da cidade.
Não tinha mais
o que fazer, pensei. Não era muito bom de nado.Tinha comido os camarões todos, ainda restava a bebida.
Já era perto de três horas, longe ainda de nascer o dia.
Bebi mais um pouco, cai no sono.
Acordei com uns gemidos perto de mim. Mas, como estava um pouco longe as duas pessoas não notaram.
Vi que eram dois caras, chegaram num barco à remo. Dava para ver na penumbra.
Estavam transando e fumando um baseado, pareciam estar curtindo bastante.
Não me viram, eu estava por trás de uma pequena elevação na areia.
Pensei se podia confiar neles, e pedir para me levarem de volta à cidade.
Levantei e fui ao encontro deles, tomaram um susto de ter sido pegos nus e transando.
- Ei cara o que você está fazendo aqui? - Perguntaram.
- Meu barco foi levado pela maré, fiquei só nessa ilhota.
- Nossa! Quer jogar nosso joguinho?
- Não sou chegado, amigos, mas podem continuar, só quero voltar pois já está perto de amanhecer, e se perder a carona com vocês, não sei se terei uma chance dessa outra vez. - Eu disse.
Eles continuaram bem à vontade comigo por perto, e eu ficava olhando a troca de carícias e as tragadas dos dois.
Eu tinha adormecido já meio bêbado.
- Vamo nessa colega já amanheceu, acabou nossa brincadeira, vamos voltar à realidade.
Chegamos na cidade, e nos encontramos muitas vezes depois daquela noite, ficamos amigos, os caras só brincavam quando estavam longe. Na cidade não. Nossa comida e bebida predileta era camarão, regado a vinho branco.
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