Pobre Adalício, vivia deitado de dia numa colcha de retalhos estendida no chão, em um quartinho numa favela aqui pertinho de onde moro.
O homem tinha perto de 40 anos e três casamentos infelizes para se lembrar.
De noite ia aos bares na praia, guardar os carros dos grã-finos do bairro próximo ao seu.
Esperava os homens pacientemente retornarem aos seus carros, após aproveitarem bastante suas noites, jogando, bebendo ou dançando nas casas noturnas da região. Quanto mais bêbados os caras estivessem, melhor para ele, ele pensava, a gorjeta era mais gorda.
Fez três meninos na vida.
O primeiro foi de um casamento, quando tinha 25 anos, só deu tempo do menino nascer, a mulher quando descansou, passou apenas três meses com ele, e voltou para um namorado antigo, que decidiu assumir a bonitona, mas em casas separadas, o cara achou melhor, para não perder a pensão pelo bebê do Adalício.
O homem tinha perto de 40 anos e três casamentos infelizes para se lembrar.
De noite ia aos bares na praia, guardar os carros dos grã-finos do bairro próximo ao seu.
Esperava os homens pacientemente retornarem aos seus carros, após aproveitarem bastante suas noites, jogando, bebendo ou dançando nas casas noturnas da região. Quanto mais bêbados os caras estivessem, melhor para ele, ele pensava, a gorjeta era mais gorda.
Fez três meninos na vida.
O primeiro foi de um casamento, quando tinha 25 anos, só deu tempo do menino nascer, a mulher quando descansou, passou apenas três meses com ele, e voltou para um namorado antigo, que decidiu assumir a bonitona, mas em casas separadas, o cara achou melhor, para não perder a pensão pelo bebê do Adalício.
Dizia ela que tinha se arrependido até a morte de ter se juntado com o dito cujo, pai de seu filho. Foi-se um terço do salário do homem, era a renda da mulher por direito, dizia a lei que ela empurrou nele com força.
Uns tempos depois ele variou de novo, viu uma negrinha bem roliça e pimba, apaixonou-se, outro filho, teve dois anos de convivência e mais outro terço de seu pequeno salário foi embora. A lei era clara, um filho, um terço como uma pensão.
O homem resolveu dar um tempo, ficou quieto só namorando, sem se juntar e conviver com ninguém, apenas no seu trabalho de motorista de ônibus, já meio agoniado.
As pensões eram sagradas, os filhos só o deixavam com um terço de seu suor mensal. Não sobrava quase nada para ele.
O homem estava enlouquecendo.
Um certo dia atravessou o semáforo de um cruzamento no vermelho, para não perder tempo na corrida, ia bem ligeiro, encheu um caminhão que vinha pelo cruzamento bem no meio. O estrago foi feio. Dois rapazes que vinham sobre a lona do veiculo foram arremessados do lado, cairam com a cabeça no chão e faleceram. Uma passageira do ônibus danou a cabeça no encosto da frente e teve um derrame, morreu no hospital.
Aposentaram seu Adalício aos 36 anos, por invalidez, problemas emocionais, imperícia na profissão, foi o laudo.
Ele mudou-se da casa que morava para um quartinho de uns 70 Reais, e uns tempos depois se engraçou de uma coroa de us 40 anos. Das vizinhanças.
Foi pior, a mulher sabendo que ele tinha uma aposentadoria, disse, esse é meu, vou dar uns tratos nele, e faço um menininho para poder receber os benefícios pela criança. Dito e feito, mais um terço.
A aposentadoria, não lhe pertencia mais em nada.
Pronto, o cara como no início do nosso papo estava nesta situação, muitos namoros e três filhos, ficou sem salário, as noites lhe serviam para lhe dar o dinheiro que precisava para viver.
As mulheres, só as que ele via, descendo dos carros que guardava na rua. Cada uma mais bonita que a outra, e muita grana para aproveitar nas noites.
Adalício, o personagem, era um prisioneiro, das ciladas que armou para si mesmo.
Uns tempos depois ele variou de novo, viu uma negrinha bem roliça e pimba, apaixonou-se, outro filho, teve dois anos de convivência e mais outro terço de seu pequeno salário foi embora. A lei era clara, um filho, um terço como uma pensão.
O homem resolveu dar um tempo, ficou quieto só namorando, sem se juntar e conviver com ninguém, apenas no seu trabalho de motorista de ônibus, já meio agoniado.
As pensões eram sagradas, os filhos só o deixavam com um terço de seu suor mensal. Não sobrava quase nada para ele.
O homem estava enlouquecendo.
Um certo dia atravessou o semáforo de um cruzamento no vermelho, para não perder tempo na corrida, ia bem ligeiro, encheu um caminhão que vinha pelo cruzamento bem no meio. O estrago foi feio. Dois rapazes que vinham sobre a lona do veiculo foram arremessados do lado, cairam com a cabeça no chão e faleceram. Uma passageira do ônibus danou a cabeça no encosto da frente e teve um derrame, morreu no hospital.
Aposentaram seu Adalício aos 36 anos, por invalidez, problemas emocionais, imperícia na profissão, foi o laudo.
Ele mudou-se da casa que morava para um quartinho de uns 70 Reais, e uns tempos depois se engraçou de uma coroa de us 40 anos. Das vizinhanças.
Foi pior, a mulher sabendo que ele tinha uma aposentadoria, disse, esse é meu, vou dar uns tratos nele, e faço um menininho para poder receber os benefícios pela criança. Dito e feito, mais um terço.
A aposentadoria, não lhe pertencia mais em nada.
Pronto, o cara como no início do nosso papo estava nesta situação, muitos namoros e três filhos, ficou sem salário, as noites lhe serviam para lhe dar o dinheiro que precisava para viver.
As mulheres, só as que ele via, descendo dos carros que guardava na rua. Cada uma mais bonita que a outra, e muita grana para aproveitar nas noites.
Adalício, o personagem, era um prisioneiro, das ciladas que armou para si mesmo.
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