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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Verão 09

Uma mulher sozinha estava tomando uma cerveja na praia, olhando o povo passar e lamentando sua sorte.
Ela em seus pensamentos relembrava cada momento de sua vida.
Seu casamento, seus filhos, tudo o que a sorte levou.
A vida que tinha era bem normal, trabalho, familia, lazer.
Um mistério apareceu em sua vida, e ela quis desvendar, toda a sua desgraça começou ali.
Suzana começou a visitar-lhe diariamente. Era uma amiga de um curso de digitação que ela começou a fazer haviam uns três meses.
Ela a achava uma mulher bonita, elegante e poderosa.
Lhe intrigava as sensações que tinha quando Suzana estava por perto.
Suzana não falava muito em suas visitas, ficavam assistindo televisão e comentando as cenas que viam, se detiam a isto. Depois dos programas na tv iam estudar um pouco das apostilas do curso.
Marlene, um dia no período da tarde, foi à casa de sua amiga, pensando em retribuir suas visitas. Era uma sexta-feira de tarde. Já havia cumprido sua jornada de trabalho.
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Deixou suas duas crianças com a empregada, ligou para o marido, dizendo que ia fazer compras e se foi.
Suzana vivia numa casa bem ampla para ela, era sozinha, tinha se divorciado há alguns anos e vivia da pensão do marido.
Marlene entrou, a amiga estava de langerie azul, com um copo na mão.
- Oi amiga, seja bem vinda, preparei uma tarde bem agradável para nós. Peguei um DVD de um show que assisti de forró. Acho que você vai gostar. Temos pizza, espetinhos e um wiskie bom que comprei.
- Tá legal, posso ficar até as cinco horas aqui conversando, aproveitaremos juntas o show - respondeu Marlene.
Deu às cinco horas, Marlene se despediu da amiga e agradeceu a tarde maravilhosa que passaram juntas, marcando outras.
Deu uma circulada pelos quarteirões perto de casa, vinham-lhe recordações dos momentos e pensava na vida.
O casamento e suas relações com o mundo pareciam desmoronar desde que viu uma vida nova inspirada na da amiga.
Foi para casa, enfim.
A lua já brilhava amarela no horizonte quando ela chegou, estava numa noite quente, abafada. Seu marido aguardava preocupado.
Ela nunca saia a tarde e demorava tanto. As saídas eram rápidas, nas vizinhanças. Náo costumava deixar seus filhos em casa, longe dela…
Ela entrou, ele a beijou, e sentiu o cheiro de bebida, discutiram sobre a atitude dela, passaram a noite brigados.
Daí para a frente, tudo mudou, via sua família de modo diferente. Não entendia, mas se sentia dominada por suas novas escolhas.
Repetiam-se as confusões, na sua casa, ela ficou viciada, tentando se distanciar de seus desejos, seu marido já não a entendia mais.444
- Oi Suzana, demorou, já tomei três latas aqui sozinha, o que vamos fazer hoje à tarde? - Disse Marlene, alegrando-se com a chegada da amiga.
Estavam na praia, na manhã onde comecei este relato.

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