Um brilho no olhar, reparei em você. Via nele o reflexo da água azulada do lago, junto a nós. Nos seus olhos o reflexo eram o de luzes elétricas neon, que no lago vinham de um letreiro comercial, que o iluminava, piscando.
Foi assim que vi você, ali sentada. Sentimental, como se tivesse uma carência qualquer. A boca pintada de vermelho, a visão mirando o infinito. Eu pedi a mim mesmo que você deixasse-me uma marca, em minha camisa branca, social.
Quando a música parou. Fui ao banheiro, descarregar um pouco das três cervejas que havia bebido. Voltei e não à vi mais. Tocava em outro carro uma música feia e barulhenta. Uma mistura de sons de sanfona, teclado, guitarra e outras coisas mais. Você ja não estava mais na mesa.
Só me restou ir até o desconhecido, que havia posto a música em seu carro, quando senti tua falta.
Pedi à ele, que a colocasse novamente. Num gesto solidário, ele colocou. Tatuagem, minha predileta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário