Dizer que a pulseira era falsa, não foi o suficiente para conter o ladrão na rua.
Me dei mal.
O homem me pediu a bolsa após colocar a faca nos meus peitos. Me tremia toda, mas fiquei sem a menor reação, não podia nem devia fazer nada.
Quando ele saiu numa moto em disparada, sai feito uma louca numa correria sem fim, até ficar exausta. Com medo de perseguição dele ou de outro.
Uns três quarteirões à frente recolho minha bolsa no chão, ele não acreditou e levou minha pulseira de metal, banhada a ouro, com pedras falsas também.
Chegando em casa vou ao banheiro, tomar um banho para me livrar so suor e do calor, além do mal estar experimentado uma hora antes.
Quando saio, nem ponho a toalha, me deparo com o marginal apontando-me um revólver dentro de minha casa.
Ele estava com outra roupa, mas continuava de capuz e com o rosto coberto.
Vi minha pulseira em seu braço num relance.
Ele tinha arrombado e entrado, estava a minha espera.
Havia pego meu endereço nos meus papéis dentro da bolsa que ele jogou fora.
Minha amiga tinha saido para pagar umas contas no banco e ia pegar dinheiro para mim, pensei nisso e naquele homem comigo quando ela voltasse.
Ele me drogou e me jogou em cima da cama ainda sem roupas.
Não demorou e eu escutei os gritos de Silvia dentro de casa, ele meteu uma coronhada nela e ela silenciou.
Levou meus quatro mil reais de um empréstimo que eu tinha feito e estava na minha conta, que Sílvia trazia para mim.
Quando ele se foi, jogou fora um papel com meu endereço e eu corri para ver silvinha.
Vi desesperada minha amiga sangrando desmaiada, acordei-a e em seguida chamei a polícia, que não tinha pistas nenhuma naquele momento do bandido.
Mais tarde ao sair para comprar o pão, depois da confusão, vejo o namorado de minha amiga na padaria, ele estava de mangas compridas, veio falar comigo.
Quando apertou minha mão a manga subiu um pouco, reconheci minha pulseira em seu braço, em detalhes.
Será que ele tinha algo haver com tudo que aconteceu conosco hoje de tarde? – pensei.
Voltei para contar a minha amiga o que vi, quando voltei da padaria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário