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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

De um ponto a outro, ligando-nos em diferentes emoções.

Ventava muito na praia, chovia bastante. Umas meninas acompanhadas de seus parentes, brincavam com seus brinquedinhos infantis, perto de nossa mesa. Estávamos na quadra coberta do nosso clube, a beira-mar, de nossa cidade.
Eu e meus amigos, assistíamos uma prova de formula 1, na televisão. Tomávamos uma garrafa de rum com refrigerante, e torcíamos muito por nosso melhor piloto, ja perto de mais uma conquista de campeonato.
Pessoas ao redor, faziam barulho, torcendo e bebendo como nós.
Já no meio da prova, Marcos que estava prestando mais atenção, enquanto nós conversavamos, se assusta e grita. Nós olhamos todos para a televisão, e lá havia um carro pegando fogo.
O carro havia colidido contra a parede do túnel, e se virara em altas chamas.
Era identico ao do nosso piloto. Ficamos todos apreensivos. Ele era o melhor do mundo. Não era possível que fosse ele a queimar, ali dentro do carro. Após um tempo o som ao redor, nos transmite esta notícia, ao vivo:
- "Assim definitivamente, vemos nosso maior piloto da atualidade partir, se encerra a carreira de um dos mais brilhantes pilotos de todos os tempos deste esporte, o nosso preferido, caros amigos" - narrava assim na televisão, o comentarista, vendo o piloto já sem movimentos dentro do carro, após a extinção do incêndio.
Estávamos muito felizes até então, ia ser mais uma prova de vitória certa, para o nosso ídolo. Não tinha como aquilo ter acontecido, daquela forma. Drástica e repentina. Tomamos todos o mesmo choque. Ficando pasmos diante das cenas instantâneas que assistíamos, testemunhando aquele horror.
Marcos colocou as mãos no rosto e chorava, muito emocionado. Outras pessoas também, demonstravam sofrimento. Não dava mais, tínhamos que sair para outro lugar. A festa ali no clube, havia encerrado para nós e todos que torciam como nós.
Saímos juntos, eu, Marcos e Carvalho. Entramos  no meu carro e partimos para outro evento já marcado para o dia, um festinha. Desta vez com algumas amigas, que nos convidaram para um almoço após a corrida, com um sambinha antes na esquina.
Os outros colegas, foram para casa.
Estávamos meio adiantados para o encontro, já que iámos apenas ao fim da competição. Mas, resolvemos o problema, bebericando até a hora combinada umas cervejas, na esquina do prédio delas. Na roda de samba que combinamos. Quando chegou a hora combinada para o encontro Marcos telefona, para as amigas:
- Marize, já estamos aqui na esquina, vem cá com Sheilla e Vânia. O bar está cheio, o dia lindo, passou a chuva. A roda de samba já está fervilhando, muita gente legal aqui. Estamos esperando. - desligou o celular, nosso colega. Fechou o aparelho, depois deu uma piscadinha para uma morena que passou rebolando perto de nós. Uma danadinha de shortinho cor de rosa, lindo e curtinho.
Nossas amigas chegaram, no ponto de sambar, bem perfumadas e de pernas de fora, bem atraentes. Com  sapatinhos altos de passistas da beija-flor, deixando as batatas bem musculosas.
Nosso dia começara novamente. O sol a esta altura, já perto do meio dia, ajudava, derramando calor em todos ao nosso redor. A roda de samba fervia. A brisa leve amenisava um pouco a quentura do nosso sublime momento a seis, amigos e amigas.

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